Deputados do PS aprovam “visão estratégica” do executivo de Domingos Bragança

A Assembleia Municipal de Guimarães, reunida a 29 e 30 de dezembro, aprovou as Grandes Opções do Plano e Orçamento do Município para 2022. A proposta foi aprovada apenas com os votos favoráveis da bancada socialista.

Coube a Pedro Cunha, eleito deputado em setembro último, a defesa do documento que contempla a estratégia do município para 2022.

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Pedro Cunha, lembrou, na sua intervenção que o documento em discussão “transpõe um programa sufragado pelos vimaranenses” que estabelece “um conjunto de compromissos” para o mandato.

O Plano é sustentado “em investimento e na materialização de projetos iniciados em anteriores mandatos, e cuja importância e necessidade de execução foi também ela sujeita a avaliação eleitoral, recolhendo a aprovação” dos eleitores.

As Grandes Opções do Plano incluem “um conjunto de projetos que são transformadores”, que asseguram “uma transformação a que se vem assistindo nos últimos anos e que deverá ser progressivamente consolidada, a bem de todos”, disse.

Pedro Cunha falou da estrutura de uma “visão estratégica” em que se destacam “três pilares nucleares: a educação, a ciência e a cultura”. Também “quatro ângulos: da economia, da coesão social e territorial, da habitação acessível e do desenvolvimento sustentável”.

Em relação à economia, disse o deputado, o Plano prevê “fortalecer a atividade económica e empresarial do concelho” através da qualificação dos seus recursos humanos e alargamento das áreas de crescimento económico, sem esquecer o “estímulo à promoção do setores já florescentes”. Pedro Cunha lembrou a Academia de Transformação Digital, e o seu “potencial de reconversão de competências profissionais”. Neste Plano, a ligação da economia à educação e à ciência, bem como à coesão territorial “é clara”, disse.

No âmbito da coesão social e territorial, o executivo “assume as suas responsabilidades” através da promoção de “iguais oportunidades e condições de vida para todos os cidadãos”, promovendo uma “maior uniformidade das condições de acesso a serviços, educação, saúde e segurança”.

Pedro Cunha falou num “reforço da rede social do concelho”, com crescentes apoios sociais, para creches, centros de dia e lares, que acompanhe a “mudança demográfica que, infelizmente assistimos”.

Lembrou também a construção do novo Centro de Saúde de Moreira de Cónegos, ou a implementação do Plano Municipal de Saúde, que considerou uma “disruptiva estratégia de prevenção da doença e promoção da saúde no nosso concelho”.

Na segurança e acesso à justiça apontou a requalificação do Posto da GNR de Lordelo e a implementação do Campus da Justiça, em Guimarães.

Já quanto à politica de transportes públicos, destacou a “já integrada e materializada”, nova concessão de transporte rodoviário de passageiros”, lembrando ter sido viabilizada na Assembleia Intermunicipal “apenas com os votos favoráveis do partido socialista”.

Pedro Cunha defendeu a política do executivo que pretende “aumentar a centralidade e a mobilidade dentro do concelho com a implementação de uma rede rodoviária competente, complementada pelo crescimento de alternativas sustentáveis promotoras da mobilidade suave”.

Falou de um “esforço do executivo” na requalificação da habitação social e no apoio ao arrendamento para famílias carenciadas, com apoios do IRHU, na promoção de um programa de construção de habitação a custos controlados para arrendamento ou compra, que considerou “fulcral para a fixação de jovens famílias”, e da estratégia de crescimento do alojamento estudantil, que “acompanhe o aumento da dimensão educativa da cidade”.

Por fim, quanto ao desenvolvimento sustentável, lembrou a implementação do “Ecossistema de Governança Guimarães 20-30” e o “Plano de Gestão de Bioressíduos” no território.

O deputado socialista terminou com dois apontamentos. Falou numa “ambição de desenvolvimento regional com Guimarães ao centro”,  que interrompa o “ciclo vicioso de pobreza e má qualificação” pela “promoção da educação, pela transposição do conhecimento científico para a economia, pelo acesso à cultura, à justiça, à habitação condigna a custos acessíveis”, e da “capitalização política” do facto do executivo municipal estar atualmente “à frente da comunidade intermunicipal”. Uma condição que permite “influenciar positivamente com estratégias corporativas os municípios que integram a nossa comunidade intermunicipal”.

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