DIA MUNDIAL DA SAÚDE DEDICADO À DEPRESSÃO

O Hospital da Senhora da Oliveira Guimarães associou-se às comemorações do Dia Mundial da Saúde, na sexta-feira, 7 de abril, com a organização de um conjunto de atividades ligadas ao tema proposto pela Organização Mundial da Saúde; a depressão.

A Organização Mundial da Saúde definiu o tema «Depressão: Vamos falar!» como referência para as comemorações deste ano, por isto o Hospital organizou um ciclo de intervenções no auditório, ao longo da manhã, promovido pelo Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental. Os temas abordados fora, “Depressão: epidemiologia, clínica, diagnóstico e tratamento”,  por Luís Fonseca, médico especialista em psiquiatria, “O Suicídio na Depressão”,  por João Fonseca, também psiquiatra e “Depressão: Diagnóstico precoce e Atitudes preventivas”, por Emanuela Lopes, psicóloga.

O psiquiatra Luís Fonseca chamou a atenção para o facto de a depressão ser uma doença que não exibe marcadores biológicos e que, por isso, pode ser subvalorizada. A depressão expressa-se pela persistência de alterações do humor, ansiedade, cognição e por sintomas neurovegetativos, ou seja, alterações em aspeto como o sono ou o apetite. Este diagnóstico é feito por médicos segundo critérios, tais como a continuidade dos sintomas ao longo de um período mínimo de duas semanas. “Menos de 50 % dos doentes são tratados”, afirmou o médico especialista, lembrando a importância que o tratamento desta doença tem até porque precipita outras doenças, nomeadamente cardiovasculares. Relativamente ao tema do suicídio, João Fonseca, caracterizou o perfil do doente em risco como sendo: homem, com mais de 65 anos, isolado socialmente e dependente de substâncias como o álcool.

Emanuela Lopes enquadrou a doença na região do Ave, muito afetada pelo desemprego e pela crise, lembrando que a depressão é uma doença da família e salientando que, estranhamente há poucos homens na consulta. Relativamente a estratégias a especialista sublinhou o exercício físico, a alimentação saudável, o aprender a lidar com a frustração e o fortalecer das relações familiares. Emanuela Lopes, psicóloga, lembrou a importância da intervenção precoce, porém, chamou a atenção para a realidade em que uma primeira consulta de psicologia tem um tempo de espera de 300 dias e as seguintes de 180 dias. Isto quando há um acordo quanto à importância da psicoterapia como primeira linha no tratamento da depressão.

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