Bruno Fernandes: “Havia outros caminhos para resolver o acesso ao AvePark”

A Via de Acesso ao Avepark continua a não reunir consenso na Câmara Municipal de Guimarães. Na reunião do executivo desta terça-feira, 12 de abril, os vereadores da Coligação Juntos por Guimarães (JpG) votaram contra a instrução dos processos de autorização de ocupação de solo classificado como Reserva Ecológica Nacional (REN), Reserva Agrícola Nacional, entre outras aplicadas, para a construção da via de acesso, defendendo que “havia outros caminhos para resolver o acesso ao Ave Park”.

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Embora considere que tem de ser melhorado todo o acesso à parte norte do concelho, Bruno Fernandes, vereador da JpG, explica que a solução defendida pelos sociais-democratas “não é a construção de uma via dedicada, mas sim a requalificação ou reperfilamento, a criação de uma nova avenida, que ligue a cidade às Taipas através da Estrada Nacional 101”, projeto este que têm vindo ser apresentado e discutido pelo partido em duas campanhas eleitorais.

“Entendemos que a requalificação da EN101 seria o melhor projeto e iria mais ao encontro daquilo que são as necessidades desta zona. Além disso, é uma solução mais rápida e barata”, referiu Bruno Fernandes, acrescentando que este é um processo que já se arrasta há 20 anos.

Lembrando “as empresas que deixaram de se instalar naquela região” , ou mesmo a redução de investimento da Farfetch, o vereador refere que “o município não pode arrastar com a barriga projetos que são estruturantes e que estão a penalizar todos os vimaranenses que fazem este trajeto diário de Guimarães até às Taipas”.

“Não se pode impedir a normal desenvolvimento de uma zona do concelho porque não é feita uma requalificação de uma estrada nacional, que resolveria todo o problema ou parte significativa”, finalizou.

O processo de construção da Via de Acesso ao Ave Park deverá estar concluído até 2025. Domingos Bragança sublinha que “há fundos financeiros” e “os prazos têm de ser cumpridos”. Atualmente, está a decorrer o processo de aquisição dos terrenos em várias freguesias. A solução encontrada para o canal rodoviário também inclui uma via pedonal e ciclável, com saídas para a “rotunda de Ponte, nova rotunda, Santo Tirso Prazins, Santa Eufémia de Prazins, Barco, finalizando no AvePark”, explica o presidente da Câmara Municipal. Desta forma, a via vai introduzir novas soluções de mobilidade a “quem trabalha e habite naquela zona” que “pode facilmente deslocar-se através do uso da bicicleta”.

O edil vimaranense salienta que “a via do AvePark é estruturante e não pode falhar”. “Se falhar põe em causa o desenvolvimento estratégico do parque de ciência e tecnologia e a própria saída para aquela zona do concelho que se definem áreas industriais e habitacionais. É uma via estruturante de coesão territorial e também do desenvolvimento económico de Guimarães”, frisou Domingos Bragança.

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