Duas exposições para ver na Loja Oficina

A Loja Oficina, situada na Rua da Rainha D.ª Maria II, inaugura no próximo dia 19 de junho, às 17h00, uma exposição de cerâmica e têxteis que reflete o mundo floral, marítimo e exótico. Da autoria da artista Maria Carvalho, as obras de “Ainda há Beleza” apelam a uma visão naturalista, resgatando o sentimento e gosto pelo bucólico e pelo longínquo, vivido pelos finais do século XIX.

Foto: DR

No seu conjunto, as peças são compostas por elementos abstratos e fitomórficos, incluindo trabalhos com a aplicação de Bordado de Guimarães.

Ceramista e escultora, Patrícia Maria Carvalho Oranth nasceu em 1983. Filha de mãe portuguesa e pai alemão, concluiu os seus estudos na Alemanha, tendo regressado a Portugal, em 2012, para ingressar nos cursos básicos de cerâmica no Ar.Co, em Almada. Em 2015, participou no programa residencial “international design-pool” da Vista Alegre, em Ílhavo. Em 2018, viveu três meses no norte do Japão para aprender as técnicas de cozer, a altas temperaturas, em forno a lenha. 

Intitulada “Ainda há Beleza”, a exposição ficará patente até ao dia 2 de outubro, podendo ser visitada gratuitamente no horário de funcionamento da Loja Oficina, de segunda-feira a sábado, das 11h00 às 18h00.  

Localizada em pleno Centro Histórico de Guimarães, a Loja Oficina é uma casa onde nascem e moram o Bordado de Guimarães e a Cantarinha dos Namorados e onde se preserva e dinamiza um vasto património local.  O artesanato é aqui fortemente representado pela arte e história que encerra a Cantarinha dos Namorados cuja manufatura se mantém pelo menos desde o século XVI até aos dias de hoje, e por uma variedade de produtos de Bordado de Guimarães, como lenços, toalhas, guardanapos, bases de copos, sacos aromáticos, entre outras versões criativas de aplicação deste ofício tradicional vimaranense certificado desde 2010.  

A Loja Oficina está igualmente associada à figura emblemática de Alberto Sampaio, um dos homens fundamentais do século XIX na Cidade Berço. Na Loja é também possível visitar “In Memoriam”, uma exposição em sua honra, que é também o mote para um percurso pela cidade, em busca dos sítios que, há quase dois séculos, foram cenários de acontecimentos da geografia afetiva, social e intelectual de Alberto Sampaio. 

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