E DEPOIS DE TUDO ISTO, “A PAIXÃO PELO FUTEBOL VAI SEMPRE EXISTIR”, DIZ DOUGLAS

O guarda-redes do Vitória falou aos jornalistas em videoconferência organizada pelo clube. E, mais do que qualquer questão contratual, Douglas prioriza a saúde “do mundo todo”.

© Mais Guimarães

Não há relvado, colegas ou bola. Mas Douglas faz por se manter ativo numa altura em que as paredes de casa que nos cercam e o isolamento social são as melhores armas contra a Covid-19: “Tenho recebido diariamente os planos para cumprir em casa. Faço os exercícios e, dentro do possível, tento manter a forma.” O guardião do Vitória, de 37 anos, confessa encarar a nova rotina com alguma estranheza — especialmente quando “são muitos anos a fazer a mesma coisa” e perante o bom momento que o clube vimaranense estava a traçar até à interrupção do campeonato. “Mas acima disso está a nossa saúda, da família e do mundo todo e temos de ser conscientes. Em primeiro lugar, a saúde. Depois, tudo o resto”, diz.

Pensando na organização da sociedade pós-coronavírus, o guardião dos Conquistadores pensa que a “paixão pelo futebol sempre vai existir”. Contudo, adverte: “Só quando voltarmos é que vamos ver a reação das pessoas.” Por agora, o Douglas fica por casa, estabelecendo contacto com a família no Brasil e alertando-os para as medidas de prevenção que devem ser tomadas. “Eles ainda não estão vivendo o que estamos a viver aqui. Mas, de ontem para hoje, em algumas cidades já se fechou ginásios, shoppings, cinema. Mas o Brasil é muito grande. Para todos aceitarem isso, é muito mais difícil”, conta.

Quanto à forma física dos atletas, o guarda-redes brasileiro reconhece que o regresso aos relvados pode ser difícil. Mas é por isso que é importante “cumprir os planos” físicos do Vitória face à mudança de cenário das rotinas de preparação física. E parar um campeonato é sempre um golpe duro: “Nós, atletas, sempre queremos jogar e terminar o que começou. Mas temos que respeitar isso e há decisões que têm de ser tomadas.” Porque, diz Douglas, no pensamento de todos está a resolução dos problemas que a pandemia trouxe “a nível mundial” — bem mais do que o seu contrato, que finda em junho. “No momento certo, a questão do contrato vai ser falada e resolvida. Vou trabalhar como sempre fiz. Estou muito tranquilo em relação a isso, o Vitória sempre foi muito correto.” A vontade de Douglas é continuar no Vitória no próximo ano — mas “há outras coisas com que se preocupar agora”.     

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