Ecovia do Ave terá 29 quilómetros de extensão

Esta terça-feira, 12 de janeiro, foi apresentado o troço da Ecovia do Ave, um projeto elaborado pelo Laboratório da Paisagem e a UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), em coordenação com a Câmara Municipal de Guimarães e as juntas de freguesia.

O percurso da ecovia do Ave, que terá 29 quilómetros de extensão, surge “para aproximar o homem da natureza e, por sua vez, protegê-la”, revela Sara Terroso, arquiteta paisagística do Laboratório da Paisagem. A valorização do património natural, cultural e histórico, a preservação da integração paisagística de toda a extensão da galeria ripícola e a limitação da intervenção humana são três dos principais objetivos deste projeto.

A Ecovia do Ave foi projetada com quatro níveis de intervenção. Num primeiro nível estão os trabalhos mais simples e económicos como as limpezas e, no quarto nível de intervenção as atividades mais complexas e mais dispendiosas, como exemplo a intervenção em áreas industriais.




O início do percurso pedestre ainda não está completamente definido, contudo, e de acordo com os 29 quilómetros apresentados, a Ecovia do Ave iniciará em Serzedelo e Ronfe, e terminará na outra extremidade do concelho, na União de Freguesias de Arosa e Castelões. Ao todo, 14 Freguesias vimaranenses integrarão este projeto.

“Estamos habituados a ver uma cidade urbana e, a partir de agora, vamos ter um grande parque linear”

Frederico Meireles, utad

Para Carlos Ribeiro, diretor executivo do Laboratório da Paisagem este “é um projeto estruturante para Guimarães que poderá ser ainda alargado”. Já Frederico Meireles, da UTAD, realçou que a Ecovia do Ave vai permitir “ver o Município de Guimarães de forma diferente”. “Estamos habituados a ver uma cidade urbana e, a partir de agora, vamos ter um grande parque linear, que se vai unir a uma rede pedonal e ciclável.” Este projeto pretende aproveitar as “mais valias que cada passagem do percurso dá a quem por lá passar,” com as possíveis ligações a rotas já existentes (como a Rota da Penha, a pequena Rota de Briteiros e a de São Torcato), ou a criação de ligações a novos locais de interesse público.

Domingos Bragança, presidente da Câmara, concluiu a sua intervenção dizendo que “é dever de todos os cidadãos defender o planeta, e viver em harmonia com a natureza. E, por isso, todos devem respeitar a biodiversidade e os seus habitats.”

A sessão, realizada por videoconferência, contou com a participação dos Presidentes das Juntas de Freguesia e permitiu conhecer ainda alguns projetos que resultarão na proposta da Ecovia do Selho. Através do Laboratório da Paisagem, foi revelado o projeto pioneiro sobre a inventariação e avaliação ambiental de obstáculos no Rio Selho, desenvolvido pela Universidade do Minho, no âmbito da promoção e valorização do Património Natural.

Domingos Bragança expressou, noutro âmbito, a vontade em ter todas as freguesias do concelho a participar no programa Eco Freguesias XXI. Este programa foi explanado por Margarida Gomes, coordenadora nacional da Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE) no sentido de reforçar o envolvimento de todas as freguesias na concretização de projetos a nível do desenvolvimento sustentável.

O Município de Guimarães assume os custos de comparticipação das freguesias e a submissão de candidaturas pode ser feita até 15 de fevereiro, com o apoio da Autarquia e Laboratório da Paisagem na elaboração das respetivas candidaturas.

Nesta sessão foi ainda apresentado o questionário de perceção e hábitos ambientais dos Vimaranenses pela diretora da Universidade das Nações Unidades, Delfina Soares, destacando que o documento será um “suporte para tomada de decisão e definição de políticas públicas”.

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