fbpx

Entre o digital e o presencial, 24 de junho e Gualterianas vão envolver artistas vimaranenses

A Câmara de Guimarães está a preparar as celebrações do 24 de junho e das Festas Gualterianas, com iniciativas presenciais e transmissões online de eventos. A ideia é envolver artistas vimaranenses nas comemorações, com uma open call a ser lançada ainda esta semana.

©  João Bastos/ Mais Guimarães

Uma mistura entre o digital e o presencial, com atuações de artistas vimaranenses, seguindo as restrições aconselhadas para a Direção Geral de Saúde (DGS). Assim serão celebradas em Guimarães, este ano, as Festas Gualterianas e o feriado municipal de 24 de junho.

Esta segunda-feira, em reunião municipal, o presidente da Câmara Municipal, Domingos Bragança e a vereadora da Cultura, Adelina Paula Pinto, revelaram como está a autarquia a preparar e a adaptar a celebração destas datas no concelho. A vereadora responsável pela pasta da Cultura anunciou ainda um conjunto de medidas que serão colocadas em prática para a apoiar o setor cultural, envolvendo os artistas vimaranenses precisamente na celebração dessas duas datas.

Relativamente ao dia 24 de junho, dia da Batalha de S. Mamede, será realizada uma cerimónia solene, cumprindo as normas definidas pela DGS. “Teremos que ter uma cerimónia adequada aos tempos que vivemos, mas que seja bonita e simbólica”, afirmou Domingos Bragança. Outra novidade é que, este ano, as condecorações honoríficas prestarão homenagem a personalidades ou entidades que se tenham distinguido na “luta contra o Covid-19”, anunciou o autarca. “O mais certo será serem entidades que representaram um coletivo e que toda sociedade reconhece que estiveram na linha da frente, como a Cruz Vermelha ou o nosso voluntariado no sentido coletivo”, adiantou o autarca.

Quanto à possível presença do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que já tinha sido adiada do ano passado para este ano, “continua em aberto”, explicou o autarca. “Ainda estes dias o senhor Presidente esteve ao telefone comigo, mas não ficou nada decidido. Dentro de dias estarei de novo em contacto com ele”, garantiu.

Em agosto, não haverá Marcha Gualteriana, mas a Associação Artística da Marcha Gualteriana está a preparar uma exposição sobre a evolução das marchas ao longo do tempo e esta ficará instalada em diversos locais, entre o Largo do Toural e a Alameda de S. Dâmaso. Além disso, manter-se-ão as iluminações na Igreja de S. Gualter, na Igreja de S. Francisco, na Torre de Alfândega e, simbolicamente, no Castelo de Guimarães. Tudo isto será organizado “tendo em conta a evolução da pandemia em Portugal e no mundo”, recordou o edil vimaranense.

A vereadora da cultura lembrou que continuamos a viver “na incerteza” e, para já, “não se pode dizer se vai ser exatamente de uma forma ou de outra”. “Teremos um verão que nos permitirá fazer algumas atividades, obviamente com distanciamento e com normas, mas gostávamos de fazer uma mistura”, apontou. Nesse sentido, algumas atividades serão realizadas na rua, em espaço público, para um número limitado de pessoas e, através do digital, “levaremos os eventos a quem não conseguir estar presente”, anunciou Adelina Paula Pinto.

As linhas de ação para apoiar a cultura

A autarquia está ainda a preparar um conjunto de medidas de apoio ao setor cultural vimaranense, tendo já reunido com várias entidades culturais, associações, artistas e programadores. “O que nos pediram foi trabalho e não subsídios. Temos medidas concretas para dar trabalho a artistas que estão, alguns deles, há dois meses sem receber”, frisou. Assim, será lançada uma open call ainda esta semana para que os artistas vimaranenses apresentem propostas para a celebração do 24 de junho e das gualterianas. A ideia é que haja um cruzamento de artistas de diferentes áreas que dinamizem pequenos espetáculos presenciais nas Gualterianas e no 24 de junho.

No geral, o programa de apoio aos artistas tem, segundo a vereadora, dois principais objetivos: garantir que Guimarães mantém a sua matriz cultural e dar resposta aos artistas vimaranenses e a todos os intervenientes do setor cultural, entre técnicos de som, luz e iluminação.  “Não podemos deixar adormecer a cultura, até porque precisamos muito do trabalho deles nesta altura. É nestas alturas que a cultura tem ainda mais importância. Há um número substantivo de pessoas que vive da cultura em Guimarães”, recordou. “E esse número também é agora de pessoas que vem a sua vida parada”, acrescentou.

Entre as medidas está ainda o mapeamento que será realizado pelos técnicos municipais para dar “um conhecimento real muito importante” acerca dos artistas e associações que fazem parte “deste mosaico da cultura vimaranense”, revelou a vereadora.

Além disso, será lançada agenda digital, que era já um objetivo pré-Covid-19 e cujo design está concluído. A agenda servirá para agregar a programação cultural do concelho, quer do município, quer de múltiplas associações. A este projeto associa-se outro, que passará pela apresentação de artistas vimaranenses “em lugares improváveis”, explicou Adelina Paula Pinto. “O mundo está ligado à internet e podemos ligar a cultura à promoção de cidade. Esta agenda vai agregar esse conteúdo, disponibiliza-lo e mostrar o que temos de melhor em Guimarães através de artistas de Guimarães”, anunciou.

Será ainda lançado uma open call para 2021, para que os artistas possam apresentar propostas para eventos no próximo ano, “para que comecem a criar nesta altura, para termos eventos de dimensão diferente e para receberem alguma verba nesta fase complicada”, explicou.

Já o programa Impacta será reforçado, com as candidaturas a encerrar a 29 de maio, com uma forte componente de acompanhamento técnico em momentos de submissão. Haverá ainda outro projeto pensado antes da pandemia mundial que será colocado em prática. “É o projeto do bairro da criação, que, ligando a Zona de Couros ao Centro Internacional das Artes José de Guimarães, passará pela criação de percursos com arte urbana e ligados à sustentabilidade”, apontou. O projeto terá “um grande impacto” nos “artistas visuais, que são dos que estão a ultrapassar grandes dificuldade”, acrescentou.

Todos os projetos de apoio ao setor cultural estão a ser coordenados em ligação com o Gabinete de Crise e da Transição Económica do Município de Guimarães para que este sirva para “o relançamento da economia e não fique só pelo período Covid”, garantiu a vereadora.

Do lado do PSD, o vereador André Coelho Lima referiu que a oposição “acompanha” a preocupação da autarquia pelo setor cultural pelas “dificuldades” naquele que será “um verão escasso em iniciativas”. “Há um amplo consenso no apoio a estas pessoas que tanto nos representam como comunidade”, garantiu.

Relativamente ao 24 de junho, o PSD é a favor de que se mantenha a iniciativa e não se deixe passar a data em branco. “Quanto ao modo como isso será feito não nos pronunciamos, porque o que foi dito foram ideias soltas e não um programa em concreto”, explicou.

0 Comentários

Envie uma Resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

©2020 MAIS GUIMARÃES - Super8

SUBSCRIÇÃO GRÁTIS

RECEBA O JORNAL MAIS GUIMARÃES

NO SEU EMAIL

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?