ESAG VAI ENCERRAR EM GUIMARÃES

A Escola Superior Artística de Guimarães, situada na rua Francisco Agra, vai fechar as portas. A instituição estará em funcionamento nos próximos dois anos, apenas pelo interesse dos alunos que já lá estudam.

A Escola Superior Artística de Guimarães não abre mais vagas e vai fechar as portas em 2020, mantendo-se aberta apenas para garantir os interesses dos alunos que estão a terminar os cursos.

Tal como todas as instituições do Ensino Superior, a ESAG esteve sujeita a um processo de acreditação, dos seus cursos e também da instituição no seu todo. A escola vimaranense, no decurso desse processo “não obteve a acreditação de alguns cursos, quase todos eles por já não estarem a funcionar há alguns anos, mas mais gravosamente, relativamente a uma licenciatura em Grafismo e Multimédia, que foi um processo mais complicado e mais arrastado e que também não obteve a acreditação”, começou por explicar Paulo Ribeiro, diretor da instituição. Neste último caso, o diretor sublinhou que a não acreditação do curso foi “totalmente inesperada e incompreensível”.

“Isto implicou que o número de alunos da instituição se reduzisse e este ano letivo concluiu-se o processo de avaliação institucional e essa componente de redução, com a não satisfação plena de alguns requisitos, acabou por ditar a não acreditação da escola”, explicou. Paulo Ribeiro referiu que esta situação não permite que a ESAG receba mais alunos e assim entram num processo de encerramento.

O diretor garantiu que esta decisão “nada tem a ver com outras instituições”. “É apenas uma situação resultante de um processo que está legalmente instituído, sendo que esse processo está agora a ser estudado pela DGES”.

A hipótese do encerramento ser cancelado “está fora de mesa” e confirma-se que a ESAG irá encerrar “como instituição de ensino superior”.

O encerramento está previsto para daqui a dois anos, no ano de 2020. “Aquilo que a lei determina é que a entidade instituidora tem que salvaguardar o interesse dos estudantes” começou por explicar, referindo que o modo como essa salvaguarda vai ser realizada, ainda está a ser estudado. “Aquilo que tem que acontecer, por qualquer via, é que o interesse dos estudantes tem que ser assegurado e salvaguardado. Pode ser pela continuidade dos estudos na ESAG ou pela colocação dos estudantes noutra instituição de ensino superior”, explicou Paulo Ribeiro, garantindo que esta é ainda uma situação indefinida.

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