Esta é a ditosa pátria minha amada

Por Eliseu Sampaio,
Diretor do grupo Mais Guimarães

O Dia Mundial da Língua Portuguesa foi comemorado em Guimarães no passado dia 05 de maio. O seminário celebrativo, que decorreu no Centro Cultural Vila Flor, foi uma coorganização da Câmara Municipal e da Universidade do Minho.

Debater o futuro da nossa língua, parte basilar da nossa identidade e uma das nossas maiores riquezas, é evidentemente crucial, absolutamente necessário.

O português, que é a língua que os portugueses, os brasileiros, muitos africanos e alguns asiáticos aprendem no berço, é uma herança que urge preservar. É um património incalculável, um instrumento de comunicação que há séculos aproxima povos de vários quadrantes do globo.

Povos que têm que se unir neste desígnio de proteção. Como disse Sampaio da Nóvoa, na sua intervenção neste seminário na cidade-berço, a cooperação entre os países “é decisiva nos dias de hoje. Não conseguiremos fazer nada sozinhos. Esta cooperação no espaço da CPLP, no espaço dos países de língua portuguesa é central”, disse o representante permanente de Portugal junto da UNESCO.

Celebrar o dia Mundial da Língua Portuguesa, a 05 de maio, é importante, pela simbologia, mas claramente mais importante é respeitá-la todos os dias.

“Esta é a ditosa pátria minha amada,
A qual se o Céu me dá que eu sem perigo
Torne, com esta empresa já acabada,
Acabe-se esta luz ali comigo.
Esta foi Lusitânia, derivada
De Luso, ou Lisa, que de Baco antigo
Filhos foram, parece, ou companheiros,
E nela então os Íncolas primeiros”

Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões

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