“ESTADO DE DEGRADAÇÃO” DAS ESTRADAS EM DISCUSSÃO EM REUNIÃO MUNICIPAL

A oposição voltou a criticar a atuação da Câmara Municipal em “funções básicas”. O presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, recordou que, ainda no primeiro semestre de 2020, serão iniciadas várias obras de repavimentação.

O PSD reiterou, em reunião de Câmara, as críticas à degradação das estradas do concelho. No período antes da ordem do dia, o vereador Bruno Fernandes afirmou que há “algum desleixo nas funções básicas que competem a autarquia”, reiterando informação que já havia sido enviada em comunicado de imprensa no dia 03 de fevereiro. “Depois de falarmos do mau estado do pavimento, a Estradas de Portugal foi repavimentar um troço da Nacional 101. Dá a sensação de que só perante alguma exposição mediática é que problemas básicos são resolvidos”, criticou Bruno Fernandes.

Na resposta, o autarca Domingos Bragança sublinhou que o mau estado das estradas se deveu “às chuvas intensas” e ao “temporal que se abateu sobre o país”. “Em Guimarães, saímos bem melhor do que muitos. Muitas vezes vamos compor as estradas. depois da tempestade. Mesmo com dois ou três dias de sol, fazendo a intervenção, as chuvas alagam de novo”, avisou.

O edil recordou ainda que Guimarães tem previsto, para este ano, um investimento de 18 milhões de euros para realização de obras em estradas de todo o concelho. No total, são 20 projetos, com destaque para o Centro Cívico das Taipas (4,6 ME), reperfilamento da EM 582 – rua Eng. Duarte Amaral (2,5 ME) e a via de ligação do reboto a Mouril (1,3 ME). “Contraímos um empréstimo [de 12 milhões] para isso e já estão lançados os concursos para as obras. Muitas das obras vão começar proximamente”, assegurou.

Intervenção em Ponte motiva discussão

Em reunião municipal foi ainda aprovada a delegação de competências e um subsídio para a Junta de Freguesia de Ponte, para a realização de um projeto de requalificação da Avenida dos Tojais/Igreja. A proposta inclui a conclusão da empreitada de construção de um parque de lazer inclusivo no Parque Industrial de Ponte e a aquisição de terrenos para ampliação do parque, num total de cerca de 76 ml euros.

O vereador do PSD, André Coelho Lima recordou que esta foi defendida pelos sociais democratas na candidatura à Câmara em 2013 e “nessa altura foi contestada quer em campanha e sobretudo em reunião de câmara”. “Pedi palavra para recordar que ele [Domingos Bragança] se opôs ao surgimento dessa avenida. Opôs-se em concreto quando houve discussão da via do AvePark. Na altura, propunha que a via saísse da rotunda de Fermentões e nós fizemos três alternativas, todas elas mais próximas da Vila das Taipas. O nosso objetivo foi criar uma cintura externa às Taipas”, apontou.

André Coelho Lima defendeu que é necessária “uma libertação do constrangimento da Nacional 101 do acesso a Ponte e às Taipas”. O social democrata apontou igualmente que o milhão e 200 mil euros gastos no acesso da rotunda até à Igreja das Taipas “não se devia ter gasto”. “Alargou e, de facto, ficou melhor, mas fez-se com o pressuposto de ser o acesso ao centro da vila. Se se vai fazer outro, não se tinha gasto esse. Acho que nós temos o dever de ser mais criteriosos no dispêndio do dinheiro público”, apontou.

O autarca vimaranense referiu que a obra responde ao “desejo” dos pontenses de “ter uma ligação da Igreja à Nacional 101”. “O presidente de Ponte já conseguiu cerca de 90% dos terrenos que são necessários. A Câmara está a definir esse canal de atravessamento com as diversas entidades. A Junta de Ponte fará o concurso e tudo está a ser acompanhado pelo departamento de Urbanismo e será concretizado pela Câmara Municipal”, acrescentou.

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