ESTUDO E ANÁLISE DO MUNICÍPIO PARA O SETOR DO TURISMO APRESENTADO

Foram esta tarde conhecidos os resultados da primeira fase do estudo sobre a estratégia de posicionamento da Marca de Turismo de Guimarães, elaborado pela empresa Bloom Consulting. Esta fase, que se prolongou por cerca de três meses, contou com 59 entrevistas a stakeholders locais (público estratégico), cinco entrevistas externas, aplicação de cerca de 500 questionários, utilização de software para analisar pesquisa online sobre Guimarães, pesquisa sobre a cidade, análise de casos de estudo e três dias de visitas no território.

“Foi diagnosticado que existe muito potencial, que este é um território bem estabelecido, com uma mensagem muito clara. No entanto, há alguns públicos-alvo que podem ser mais abrangidos, mais capitalizados e esta estratégia visa exatamente ampliar esta base de conhecimento de Guimarães. A nível nacional já não há muito para crescer em termos de reconhecimento mas a nível internacional há margem de progressão”, explicou Filipe Roquette, diretor geral da Bloom Consulting. O reconhecimento Guimarães é claro e apenas 2% dos inquiridos afirmou nunca ter ouvido falar da cidade. Quanto à perceção tida, ser o “berço da nação” é o ponto em destaque e comum a nível nacional mas, ainda assim, Filipe Roquette considera importante que se defina um posicionamento diferente tanto para fora como para o público-alvo mais jovem. “Para alguns territórios essa mensagem pode não ser a ideal, a mensagem de cidade berço da nação pode não ser tão interessante para alguns mercados a ponto de fazer as pessoas virem ao território”, acrescentou o diretor geral.

Segundo revelou Filipe Roquette durante a apresentação, Guimarães apresenta-se como uma cidade segura e essa perceção é tida tanto pelos locais como pela generalidade dos residentes nacionais e, no que diz respeito às infraestruturas, são consideradas recentes e algumas têm sido alvo de reestruturações, o que faz com que se apresentem em boas condições. Já a acessibilidade, outro ponto em análise nesta fase do estudo, é considerada como o segundo ponto menos positivo entre as respostas aos inquéritos. A 30 minutos do aeroporto, com duas autoestradas a chegar à cidade e chegadas recorrentes de autocarros e comboios, a acessibilidade não é considerada um problema na perspetiva de quem pretende chegar a Guimarães. A dificuldade está na mobilidade dentro do território para chegar a outros pontos de interesse.

Para Domingos Bragança este é um estudo de “muita qualidade” e que vem ajudar o município a delinear estratégias para avançar com o desenvolvimento no setor. “O que eu vi no estudo, o que acrescentará a Guimarães é que para atrair turismo de todo o mundo é preciso ter uma experiência única e que visitar Guimarães seja gerador de emoções. E isso é algo que nós podemos acrescentar”, afirmou o presidente do executivo.

“É preciso encontrar um conceito muito claro e apelativo, que represente o vimaranense e o território mas que consiga chegar a alguns públicos que até hoje não se conseguiu chegar tão bem”. Este é o mote para o arranque da segunda fase do estudo, que tem início já amanhã, e que pretende definir uma “ideia central”, a partir da qual se vai delinear toda a estratégia.

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