Grupo Zegnea distinguido com um prémio internacional de arquitetura no IAA

O grupo Zegnea, situado em Guimarães, foi distinguido nos International Architecture Awards 2020, na categoria ‘Private Houses’, com o projeto ‘Box XL Houses’.

Uma distinção de renome que eleva ainda mais a reputação do Grupo Zegnea. A empresa de arquitetura vimaranense destacou-se entre os 400 candidatos e foi distinguida no International Architecture Awards 2020, por um juri grego composto por um conjunto ilustre de arquitetos, críticos e académicos. Organizados pelo The Chicago Athenaeum: Museum of Architecture and Design e pelo The European Centre for Architecture Art Design and Urban Studies, os IAA distinguem, ano após ano, os melhores projetos de design e arquitetura que se destacam nos quatro cantos do planeta.

O sucesso é repartido por todo o grupo de trabalho, que reconhece o empenho e audácia com que enfrentam cada projeto. “Estaríamos a ser demasiadamente humildes e desonestos se não admitíssemos que este prémio nos trouxe um motivo extra de regozijo profissional e uma intensa satisfação pessoal, transversal a todo o nosso grupo, desde os arquitectos, engenheiros, administrativos e operários. Somos uma estrutura bastante pequena, mas extremamente ambiciosa e empenhada. A distinção é sentida por todos porque todos contribuem diariamente para que o nosso trabalho evolua, é desta forma que existimos e que acreditamos ser o caminho certo”, afirma o arquiteto Hugo Lobo, à revista Mais Guimarães.

O Grupo Zegnea já recebeu, anteriormente, uma menção honrosa atribuída pela ‘Architecture Masterprize’ e foi eleito para o prémio ‘Obra do Ano’ pela plataforma Archdaily, em 2019. Contudo, para o arquiteto Hugo Lobo, a maior distinção possível, e aquela que procuram diariamente, “é a satisfação plena dos nossos clientes, de quem nos confia a concretização das suas vontades, esta é e terá de ser sempre a nossa maior motivação”.

Box XL Houses

“As ‘Box XL Houses’ vêm na linha de pensamento de um processo que iniciamos há alguns anos atrás na procura de uma interpretação dos nossos novos modos de habitar. Há a tendência de um olhar isolado para o resultado, mas há todo um estudo e reflexão subjacente à sua materialização”, começa por referir o arquiteto.

O Grupo Zegnea procura, no seu trabalho, oferecer ao cliente a melhor relação entre a qualidade e o preço, sem nunca se confundir com uma espécie de ‘manufacturing’ produtivo e construtivo, mas sim o oposto, usar o todo o conhecimento e pesquisa da equipa de trabalho, no sentido de produzir algo com uma linguagem contemporânea e apelativa, acessível a todos.

O compromisso depende de um jogo de equilíbrios enquadrado num contexto, seja ele físico, social, económico, ambiental, entre outros. “Equilíbrio é de certa forma o que mais destacaria neste empreendimento, o equilíbrio entre a massa construída e a construção do vazio, o equilíbrio entre a permeabilidade e a impermeabilidade, o equilíbrio entre o diálogo arritmado do conjunto, entre a materialidade do artificial e do natural, o equilíbrio desta urbanidade rural. Foi na procura deste equilíbrio que encontramos os estímulos necessários para dotar as habitações de uma personalidade forte e um caracter singular”, descreve o arquiteto Hugo Lobo.

“Todos os nossos projetos, com maior ou menor dimensão, contribuem para a validação do nosso pensamento e para o desenvolvimento do nosso percurso”

Hugo Logo, arquitecto

Um projeto jovem mas ambicioso

Um grupo jovem em todos os sentidos, mas que encara todos os projetos de uma forma ambiciosa. “Os nossos projetos são encarados da mesma forma, com o entusiasmo inicial, com a frustração do processo, com a discussão constante até à tomada de decisão, o qual defendemos ser o mínimo espaço possível entre a resposta à questão formulada e a dúvida que persiste. Assim, podemos afirmar que todos os nossos projetos, com maior ou menor dimensão contribuem para a validação do nosso pensamento e para o desenvolvimento do nosso percurso”, começa por dizer Hugo Lobo, que valoriza os projetos até agora concluídos: “felizmente tivemos já oportunidade de intervir numa grande variedade de contextos e programas, o que enriquece a nossa pesquisa e permite-nos explorar diferentes escalas”.

Entre os projetos nos quais o Grupo Zegnea já teve a oportunidade de trabalhar, em variados programas e contextos, destacam-se dois na cidade de Vizela: a Unidade de Cuidados Continuados, uma vez que, “dada a sua especificidade foi um processo extremamente exigente, pois trata-se de uma reabilitação e ampliação do antigo hospital de Vizela”, e a nova creche da Misericórdia, que possibilitou testar “novas abordagens em que a sua materialização, em 2020, nos deixou profundamente satisfeitos”.

“Um inconformismo natural, uma ambição em participar da discussão pública, de pensarmos o espaço, o nosso espaço, o espaço de todos nós”

hugo lobo, arquitecto

Um nascimento “natural” num contexto “anormal”

A Zegnea nasceu em 2008, ou seja, em plena crise económica e financeira, mas absorvida por um espírito irrequieto e inconformado. “Face à crise que assolava, entre outros, o setor da construção e tendo na história da família uma forte ligação a este setor, senti uma convicção de que as coisas poderiam ser feitas de uma outra forma, olhar para a produção arquitetónica e construtiva de uma outra maneira, de um novo modo”, explica o arquiteto Hugo Lobo.

Apesar de estar na fase final da sua formação, Hugo Lobo antecipou a sua ingressão no mercado de trabalho, através de uma parceria com o seu atual sócio. “Desde então, procurámos crescer de forma gradual e sustentada, aumentando a equipa, mas mais que um número, adicionar capacidade crítica e compromisso com a nossa missão. Já passaram algumas pessoas pelo nosso atelier, mas olhar para a nossa estrutura e ver colaboradores que estão connosco praticamente desde o início, o seu grau de empenho e dedicação, é motivo de satisfação. Como disse, somos uma empresa jovem, essencialmente mental, com um inconformismo natural, uma ambição em participar da discussão pública, de pensarmos o espaço, o nosso espaço, o espaço de todos nós”.

Um projeto transversal

O Grupo Zegnea tem uma autação plural no setor da construção, pela transversalidade do exercício desde o projeto, até à construção e comercialização dos seus próprios empreendimentos. Isto permite à empresa ter uma maior aproximação às diferentes fases de qualquer obra, entendo as dificuldades inerentes a qualquer fase da mesma. “É uma luta interna constante, no sentido de equilibrar o peso na balança, ora despindo a pele de arquiteto e assumindo o papel de construtor, e vice-versa. É difícil e extremamente desgastante, contudo enriquecedor, pois ajuda-nos a estar focados na realidade, a perceber o terreno, a entender os contextos e os diferentes momentos de uma qualquer construção”, conclui o arquiteto Hugo Lobo.

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