GUIMARÃES TEM MAIS HISTÓRIA

por PADRE SILVINO

Em festa. No Largo do Toural, com bolo e champanhe, fogo e balões cantou-se os “Parabéns a você” à Irmandade do Príncipe dos Apóstolos São Pedro, pelos seus 400 anos de vida. Depois de um cortejo processional da Igreja de São Francisco à Basílica de S. Pedro, a Solene Eucaristia de encerramento foi presidida por D. Nuno Almeida que congregou muitos fiéis, Irmandades e várias Entidades da cidade.

Tudo começou a 28 de junho de 2015 com uma celebração presidida por D. Jorge Ortiga que aproveitou para Inaugurar e Benzer a nova Capela de São Pedro, situada na Galilé.

Momentos de profunda beleza assinalaram este Ano Jubilar Petrino: um carro alegórico no cortejo da Marcha Gualteriana, os sons da original Cantata “Ave Mundi”, os tons da Orquestra do Norte, a singular voz de Teresa Salgueiro, as melodias inconfundíveis de Rao Kyao, a pureza dos timbres dos alunos do Colégio Nossa Senhora da Conceição, as vozes harmoniosas do Seminário Conciliar, o contagiante grupo Effatha. Houve tempo e lugar para perceber a importância das Indulgências, numa palestra proferida pelo Cón. José Paulo Abreu; o apelo à Missão no convite “Vai e Bem”; para darmos as mãos e unir corações num diálogo interreligioso; para arregaçarmos as mangas com projetos solidários como o “Natal em Obras” e “É preciso ter lata”.

Em memória dos Irmãos falecidos, o clero arciprestal associou-se para cantar o Ofício Exequial, presidido por D. Francisco Senra e inaugurar a nobre sala Jubilar desta “Casa”. Testemunhos vivos dos mais frágeis, doentes e privados de liberdade, marcaram os dias maiores de Ramos à Páscoa da Ressurreição. Não foi esquecida a homenagem às vítimas da tragédia de 1942 ao som do toque das Nicolinas. Foi possível dar rosto à secular Festa das Cruzes Floridas da Missão, da Vila de Cerzedelo. Pautada por grande fé popular foi a descida da imagem de Nossa Senhora da Penha ao coração da cidade que, após uma semana de veneração, viu as suas ruas encherem-se de luz e cantares, durante a procissão de velas, presidida por D. Ximenes Belo. Mais recentemente a Senhora da Lapinha foi também acolhida com grande júbilo. Inesquecível será o dia 13 de dezembro, em que da Igreja da Oliveira rumo à Basílica um incontável número de fiéis peregrinou para participar na abertura da Porta Santa, do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, proclamado pelo Papa Francisco. Com o propósito de fazer uma “viagem no tempo” e de trazer o passado ao presente, surge a Obra escrita por Olga Costa e Padre Hilário Silva que, de forma simples mas profunda, narraram em livro, a história desta Irmandade.

Foi hora de contar muito bem 400 anos, o tempo da viagem, ao largo de uma à outra margem, 1616 – 2016 que eu tive a graça de dirigir para glória do Senhor com o esforço, dedicação e devoção de uma grande equipa de colaboradores e amigos.

Irmandade do Príncipe dos Apóstolos São Pedro, 400 anos. Basílica, 265 anos. Igreja Jubilar do Ano Santo da Misericórdia. É preciso dizer bem dito e redito para que não seja desdito, para que se conheça e reconheça. Isto também é Património.

De coração, a todos, obrigado!

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