Guimarães terá, a curto prazo, “uma oferta superior a 3.000 novos fogos”

Domingos Bragança afirmou, na reunião de Câmara desta segunda-feira, dia 08, que a falta de habitação tem sido o principal fator de perda de população do concelho.

O edil respondeu desta forma a Ricardo Araújo, vereador do PSD, que na sua intervenção no período antes da ordem do dia, destacou a “incapacidade do município” em atrair investimento e de fixar empresários locais quando têm projetos de expansão”, referindo-se ao relatório da CCDR-N, relacionado com a captação de investimentos pelas autarquias na região Norte, no âmbito do programa Portugal 2020. Para o vereador social-democrata, Guimarães está a “perder liderança no quadro regional”.

Domingos Bragança considera que problema maior reside na falta de habitação, mas “está a ser resolvido”. O edil adianta que Guimarães terá, a curto prazo, “uma oferta superior a 3000 novos fogos, e isso significa muitos agregados familiares e também uma descida dos preços das habitações.”

O edil referia-se, concretamente, aos projetos imobiliários em curso no quarteirão entre a Caldeiroa, Rua do Colégio Militar e Avenida D.Afonso Henriques, ao projeto do Monte Cavalinho e ao projeto de reabilitação urbana aprovado recentemente para Azurém, mas também ao novo Plano Diretor Municipal (PDM) que Domingos Bragança quer ver discutido “nas freguesias e também em discussões com os vimaranenses. Mais vale demorar mais um bocado mas ser discutido, para que o contributo de todos possa melhorar o documento”, afirmou o autarca.

Domingos Bragança lembrou que, entre 2014 e 2019, Guimarães perdeu 3.358 habitantes, Braga teve um aumento de 599, Famalicão perdeu 1.787 e o Porto viu diminuída a sua população em 4.297 pessoas. “Mas nós invertemos isto, Guimarães tem tanta força e atratividade que, haja habitação, teremos as pessoas”, disse.

Ainda segundo o Presidente da Câmara, este problema, de perda de população, acontece muito nas extremidades do concelho, em que “as pessoas de Moreira vão para a zona de Vizela, de Lordelo para Riba D`Ave, de Ronfe para Famalicão, porque o nosso PDM está muito restritivo nas extremidades do território. Temos de resolver essencialmente essas zonas.”

Por exemplo, disse, “vamos a Rendufe e lá não podemos construir porque é tudo reserva agrícola, mas a 100 metros já podemos porque é um concelho diferente. As pessoas vivem em Guimarães e muitas vezes habitam a 200 metros, num concelho vizinho, porque aí puderam construir.”

Para além da habitação, Domingos Bragança destacou também a importância dos equipamentos públicos disponíveis pelo território adiantando que “Ronfe merecia, por exemplo, uma escola secundária. E há que lutar por isso.”

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