Hélder Trigo, diretor clínico, garante “A situação atual no hospital está controlada”

Para o diretor Clinico do Hospital Senhora da Oliveira é natural a pressão sobre o hospital vimaranense devido ao crescimento de casos área de intervenção desta unidade de saúde, “No entanto, nós estamos ainda com a situação perfeitamente controlada, no que diz respeito aos doentes Covid, que são aqueles que nos preocupam mais, mas preocupam-nos também muito todos os doentes que não tendo o Covid tem necessidade dos nosso serviços, os doentes oncológicos, com doenças crónicas que têm a necessidade de serem acompanhados por nós, em consultas externas e também no internamento. Portanto, nós temos um plano para levar a cabo, quer a recuperação da lista de espera das consultas externas, quer como a lista de espera de cirurgias e temos as consultas externas a funcionar, no sentido de atender todas as pessoas que precisem de nós. Porque nem só de Covid vive o homem, se me permite a expressão.




Assistimos ao cancelamento de cirurgias não urgentes na última semana no Hospital de S.João no Porto. É uma medida que poderá ser adotada em Guimarães?

Nesta altura não, mas não digo que não possam a vir a cancelar-se intervenções. Sabemos, sim, que as coisas estão a piorar e que não atingimos ainda um pico como atingimos em março, mas neste momento ainda temos a possibilidade de continuar a dar assistência aos doentes Covid-19 e a recuperar as listas de espera. Como sabe, a recuperação das listas de espera é um problema que existiu sempre, antes de haver Covid, foi sempre um problema que o Serviço Nacional de Saúde teve e continua a ter. Nós temos um programa de recuperação dessas listas de espera que vamos manter. Agora se me disser que é fácil, não é, mas estamos a conseguir e até este momento as coisas estão a evoluir favoravelmente e vamos ver como corre no futuro.

Se o aumento do número de casos se mantiver no nível das últimas semanas, poderá haver uma rutura dos serviços?

Isso de dizer se vai haver uma rutura ou não, não lhe posso dizer porque não sei. Nós estamos a trabalhar para termos o Hospital preparado para termos as respostas ao Covid e ao não Covid. Temos também contratualizadas camas fora do hospital, como é do conhecimento geral, para que recebam doentes não covid, para podermos ter os nossos doentes covid aqui nas nossas camas. Se as coisas continuarem assim, desde que não haja uma explosão muito grande, penso que iremos conseguir controlar. Nós estamos a dar o máximo, e estamos a conseguir resolver a situação. É evidente que isto é uma situação dinâmica e imprevisível, por isso não podemos dizer mais nada, mas neste momento, embora as coisas se tenham agravado, estamos a dar resposta aqueles que nos procuram tanto na urgência como no internamento, como nas consultas.




E como estão os profissionais de saúde?

Os profissionais de saúde estão cansados, mas estão a aguentar e estão motivados. O principal problema é que as pessoas não sabem quanto tempo isto vai demorar, às vezes cansa mais a expectativa de não saber quanto tempo vamos estar sob esta pressão do que o próprio trabalho. Todos têm contribuído para que as situações se resolvam. Neste momento estamos bem, qualquer doente que chegue aqui nós não o mandamos embora, mas claro que o hospital está a sentir a pressão deste aumento de casos na região. 

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