IGREJA DE SERZEDELO: BE CHAMA À ATENÇÃO PARA “AVANÇADO ESTADO DE DEGRADAÇÃO”

A Igreja de Santa Cristina de Serzedelo está classificada como Monumento Nacional. Apesar de várias promessas por parte do Governo e da Câmara Municipal, continua à espera de uma intervenção.

Agostinho Pedrosa, Alexandra Vieira e Sónia Ribeiro. © Mafalda Oliveira/ Mais Guimarães

O Bloco de Esquerda quer “chamar à atenção” para “o avançado estado de degradação” em que se encontra a Igreja de Santa Cristina de Serzedelo. A deputada eleita pelo distrito de Braga, Alexandra Vieira, esteve na manhã desta segunda-feira junto da referida Igreja, que é desde 1927 classificada como Monumento Nacional, na sequência da pergunta entregue ao governo na passada semana.

“A Igreja remonta ao século XII, a uma fase já tardia do período românico, tendo algumas características góticas. Tem no seu interior vestígios artísticos que importa considerar, nomeadamente o conjunto de frescos que estão já em avançado estado de decomposição”, avisou a bloquista. “Neste momento, ao que sabemos, chove no interior da Igreja”, acrescentou.

Esta não é a primeira vez que o Bloco de Esquerda faz chegar ao Governo as suas preocupações relativamente ao estado da Igreja de Santa Cristina de Serzedelo. “Já em 2014 foi feita uma petição no sentido de se levar a cabo uma reabilitação do edifício. Essa petição chegou a Assembleia da República, teve alguma visibilidade e, entretanto, em 2017, foi assinado um protocolo entre a Câmara Municipal, a Direção Regional de Cultura do Norte e a Fundação Iberdrola, no sentido de congregarem esforços e recuperar esta preciosa Igreja Românica, mas até ao momento ainda não foi feito nada”, lamentou a bloquista.

Nesse sentido, o Bloco de Esquerda questionou ao Governo, nomeadamente o Ministério da Cultura, se está a par do estado de degradação da Igreja, se conhece a adenda ao protocolo de 2017 e qual será o motivo para que esse protocolo não tenha sido concretizado. Por fim, os bloquistas questionam se estão previstas obras de intervenção no edifício e quando.

© Mafalda Oliveira/ Mais Guimarães

Alexandra Vieira recordou ainda que a Igreja, ao remontar ao seculo XII, “é praticamente contemporânea da formação de Portugal”. “Este edifício tem um valor patrimonial relevantíssimo e também tem valor turístico. Estamos numa época em que tudo serve para chamar à atenção desse setor de atividade, que tantas valias traz ao concelho”, afirmou.

Os frescos presentes no interior da Igreja já terão sido alvo de intervenção, no entanto, já estarão num avançado estado de degradação. “Quando a degradação está num estado avançado, não pode ser revertida, pois só se recupera o que não está estragado. Não sabemos em que estado estão os frescos. A degradação tem continuado, porque chove dentro do edifício, portanto, é natural que o que foi intervencionado já se tenha degradado”, avisou Alexandra Vieira.

Também presente no local, Agostinho Pedrosa, membro do Bloco e residente de Serzedelo, chamou à atenção para a falta de segurança no espaço, que continua a acolher vários colóquios e visitas. “Algumas telhas estão prestes a cair. Isto põe em perigo até a circulação a volta da igreja”, avisou.

A Câmara Municipal, a Direção Regional de Cultura do Norte e a Fundação Iberdrola assinaram uma Adenda ao Protocolo de Cooperação no âmbito da execução do Plano Românico-Atlântico 2015-2018, tinha como objetivo proceder a uma intervenção de conservação e reforço estrutural da Igreja Românica de Serzedelo. A ideia seria a Iberdrola comparticipar o projeto com 40 mil euros, competindo à Câmara de Guimarães completar a verba necessária para suportar um orçamento estimado em cerca de 120 mil euros. Por se tratar de um Monumento Nacional, a responsabilidade da requalificação é do Ministério da Cultura.

© Mafalda Oliveira/ Mais Guimarães
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