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III edição da revista “Guimarães C Visível” celebra cultura, criatividade e carbono zero

O lançamento da terceira edição da revista realizou-se nesta sexta-feira, dia 29 de setembro, no jardim da Fraterna.

© Leonardo Pereira/ Mais Guimarães

A revista “Guimarães C Visível” surgiu no âmbito do Bairro C, um projeto que assenta em partilha de ideias acerca das áreas da cultura, criatividade, conhecimento, ao qual se “juntou agora o carbono zero”, sublinhou Paulo Lopes Silva, vereador da Cultura e Turismo na Câmara Municipal de Guimarães.

A revista tornou-se num pilar central do projeto, através da sua capacidade de contar histórias e ideias que estão a moldar o futuro do Bairro C e de Guimarães. A terceira edição oferece uma visão aprofundada das realizações e aspirações do projeto, com foco no conhecimento, criatividade e comunidade.

Além disso, a “Guimarães C Visível” foca no Plano Estratégico Municipal, na cultura, na arte, na zona de couros, entre outros temas relevantes que marcam o Bairro C.

Paulo Lopes Silva considera que “este projeto pode ter um papel cada vez mais central na estratégia do território, não só na vertente cultural e criativa, mas nas políticas de sustentabilidade ambiental.” Além dos “C´s” relacionados com a cultura, conhecimento, criatividade e comunidade, este ano acresce o “C” do carbono zero, num panorama em que Guimarães procura afirmar-se como uma referência na sustentabilidade.

Durante este ano, o município não esteve envolvido no projeto, mas o vereador garantiu que “nem por isso o Bairro C deixou de ter vida, nem a estratégia para a criação perdeu centralidade”, acrescentando que este projeto “é um conceito que veio para ficar.”

Entre todos as iniciativas focadas na revista, Paulo Lopes Silva destacou o projeto triangular, que liga a licenciatura de artes visuais, o Centro Internacional das Artes José Guimarães (CIAJG), e o Centro para os Assuntos da Arte e da Arquitetura (CAAA), considerando que este projeto “é o mais transversal do ponto de vista das ligações das instituições”, destacou.

Além destes pilares, e segundo o vereador, o “Bairro C” “procura dar resposta a questões dos modelos de governança e gestão do território e de que forma podem ser ocupados.”

Após o lançamento da revista, seguiu-se o ciclo de conversas sob o mote “Governança, Financiamento e Criação”, que contou com a presença de Paulo Lopes Silva, vereador da Cultura e Turismo na Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Rodrigues, chefe da Divisão do Património Mundial e Bens Classificados, António Cunha, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e Susana Gaudêncio, professora na Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho.

Paulo Lopes Silva sublinhou que o Bairro C foi importante “para alertar esta zona do território e transformá-lo num local mais visível, o que se tornou também num contributo para a sua preservação.” O autarca acrescentou que o “sucesso do alargamento da área classificada parte pelo envolvimento das pessoas que compõem esta parte da cidade.”

António Cunha, presidente da CCDR-N, falou do seu contributo enquanto presidente da Escola de Engenharia da Universidade do Minho na refuncionalização da zona de couros. “Era um espaço com enorme potencial, impenetrável para turistas, trânsito e de lazer. Era um espaço diferente” expressou.

Segundo o presidente, o município demonstrou vontade em recuperar a zona de couros “por razões patrimoniais” e desafiou a instituição a “encontrar funcionalidades neste espaço”. António Cunha destacou as “questões mais invisíveis da revista “Guimarães C Visível””, lembrando o contributo da Universidade do Minho na requalificação da zona.

O arquiteto Ricardo Rodrigues, chefe da Divisão do Património Mundial e Bens Classificados, vê a classificação de zona de Couros como Património Mundial da UNESCO como “uma responsabilidade”, acrescentando que “se deve pensar sempre no que conseguimos fazer mais”.

Partilhando “a angústia pelo que falta fazer”, Ricardo Rodrigues realçou que o Bairro C “é uma ligação entre a zona de couros e a necessidade do quotidiano dos seus habitantes”.

Susana Gaudêncio, professora na Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho destacou que a arte “ampliou-se para os assuntos relacionados com o território e a sua transformação” e lembrou que o curso “é relevante para atuar nas relações humanas e no território”.

A docente afirmou que há programas que promovem o contacto com o mercado de trabalho, nomeando o projeto triangular. “Estamos num lugar privilegiado. Há oferta e possibilidade dessas instituições oferecerem trabalho aos estudantes”, rematou.

No final, Paulo Lopes Silva assumiu que “não há como não continuar com o Bairro C”. “Mais que um selo, é um posicionamento estratégico a nível nacional e internacional”, concluiu o vereador.

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