IMI OU A HISTÓRIA DE UMA CAPITULAÇÃO POLÍTICA

por RUI ARMINDO FREITAS
Economista

 

Já muito foi dito sobre o IMI no centro histórico. Inclusivamente, no meu artigo de 16 de Agosto de 2016, fiz uma breve súmula de um processo que em tudo deveria fazer corar de vergonha quem o protagonizou.

O desfecho final aconteceu na última reunião de executivo municipal, em que foi votado o início de procedimento para aprovação de um regulamento municipal, que permita a classificação individual de imóveis do centro histórico, permitindo assim definir as regras para a isenção deste imposto. Sim, o mesmo regulamento proposto em 2014 por André Coelho Lima e que foi rejeitado pelo Partido Socialista. Sim, para poder conceder isenção edifício a edifício, tal como proposto por André coelho Lima em 2014. O que mudou? Nada!

A única coisa que mudou foram as finanças das pessoas que habitam no centro histórico e que por falta de sentido democrático do PS e de Domingos Bragança, andaram estes anos a pagar IMI por vontade exclusiva dos mesmos. Porque, tal como escrevi no passado, independentemente de se acreditar que o centro histórico classificado pela Unesco é um “todo” e que a classificação individual violaria este entendimento, existiu sempre em quem, como eu, defendeu a classificação individual dos imóveis, uma dimensão práctica de resolução de um problema das pessoas, isso sim, mais importante do que qualquer birra política.

Cumpre também relembrar que, depois de terem instado os proprietários do centro histórico a recorrerem judicialmente da decisão com os seus próprios meios, vêm agora Bragança e o PS, numa capitulação política que tentam a todo custo disfarçar, dar o dito por não dito e avançar com a proposta que podiam ter posto em práctica de imediato se acolhessem a proposta da Juntos Por Guimarães. Termina assim o ziguezaguear de quem disse que com este governo tudo seria diferente, que tinha uma solução para resolver o problema, e a solução esteve sempre à sua mesa, bastava que existisse a humildade democrática de perceber que a oposição já lhe tinha oferecido a solução, a bem dos munícipes.

Esta semana não poderia deixar também de assinalar a saída de Rui Barreira da Direcção da Segurança Social de Braga. Um processo que envergonha todos os que fazem política, e que neste caso de linchamento e ataque à honra pessoal de uma pessoa de bem, que para além de profissional, tem como todos nós família, e que andou meses a ser julgado em praça pública sem que nada pudesse fazer. Vêm agora os inquéritos que lhe foram instaurados a demonstrar que todas as acusações que lhe imputaram não tinham cabimento, mas infelizmente, na sociedade mediatizada em que vivemos, isso pouco importa, isso será apenas uma chamada de página num qualquer jornal, o julgamento foi feito há muito tempo atrás.

Em meu nome pessoal devo dizer que sou solidário com Rui Barreira e que lhe gabo a coragem para ter aguentado um processo rasteiro de ataques pessoais e de perseguição política, com um fim claro de partidarizar o que não era partidário. Mas, a verdade sempre se sabe, e fica claro após este tempo, que apesar da minuciosa procura por algo que pudesse por em causa o bom nome de Rui Barreira de nada valeu, o único defeito que conseguiram apontar a este homem foi o de ter exercido a sua profissão com competência! Entendo que para quem inicia um processo desta natureza contra um cidadão de bom nome seja uma surpresa, porque julgam que todos são iguais a eles mesmos. Eu devo dizer que para mim foi apenas a confirmação do caráter de alguém de quem nunca duvidei!

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