“Isto ainda não acabou, não chegou ao fim”

Por Eliseu Sampaio,
Diretor do grupo Mais Guimarães

“Isto ainda não acabou. A pandemia não chegou ao fim”. Por muito que nos custe ouvir isto, depois de quase um ano e meio de restrições, nos pareça surreal, é a verdade. E sabermos e percebermos a verdade, por mais difícil ou dolorosa que seja, é o melhor ponto de partida para resolvermos problemas.

Verdade é que os casos de infeção por Sars Cov-2 estão a aumentar em quase todo o país e para níveis que começam a tornar-se preocupantes. Guimarães atingiu 133 casos por 100 mil habitantes e, caso os números não diminuam, na próxima semana daremos um passo atrás no desconfinamento e sofreremos um pouco mais com as maiores restrições a que ficaremos sujeitos.

Esta terça-feira inicio também o acompanhamento de mais um isolamento profilático de um dos meus filhos. É o sexto isolamento que conto desta pandemia, todos devido ao contacto das crianças com casos positivos. Felizmente, testaram sempre negativo.

Desta vez, recuamos devido a um caso positivo no ATL de férias. Aparentemente, o pai da criança, que estava em isolamento à espera de realizar teste, considerou não haver problema em levar o filho para junto de 40 crianças e alguns adultos. As regras em vigor não o impediam de o fazer. Mas houve problema, e o isolamento que poderia ficar circunscrito a uma família, envolve agora 40.

Dou este exemplo para que percebamos que as nossas ações, ou inações, mais ainda neste período de pandemia, podem ter reflexos brutais na vida dos outros, limitando as suas liberdades, o seu bem-estar, as suas atividades e, mais importante que tudo, a sua saúde. Vale a pena pensarmos seriamente nisto.

Se cada um de nós agir de forma preventiva, cuidada e consciente, conseguiremos ultrapassar este problema, esta pandemia. Se assim não for, não nos livraremos dele tão cedo.

©2021 MAIS GUIMARÃES - Super8

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