JOSÉ BASTOS E FREDERICO QUEIROZ FORA DA “A OFICINA”

A confirmação da saída dos dois directores, com efeitos a partir do final do próximo mês de fevereiro, foi dada pelo presidente da Câmara Municipal, à margem da reunião do executivo, realizada hoje (quinta-feira, dia 25 de janeiro).

José Bastos era atualmente diretor artístico e de programação

José Bastos, que pertencia aos quadros Municipais, assumiu o cargo de direção n’A Oficina em 2002, função que suspendeu de 2013 a 2017, período em que foi vereador com o pelouro da cultura na Câmara Municipal de Guimarães, eleito nas listas do PS. Além deste pelouro teve também responsabilidades no centro histórico, juventude e turismo.

Frederico Queiroz era até ao momento o diretor de planeamento e controlo de gestão

Frederico Queiroz aparece no organograma da “A Oficina” como diretor de planeamento e controlo de gestão, mas é frequentemente referido como diretor executivo da régio cooperativa.

O presidente da Câmara assumiu que tem conhecimento da saída destes dois diretores, desde quarta-feira, dia 24, embora de forma informal. Adianta que em ambos os casos os diretores saem, não por divergências, mas para abraçar novos desafios profissionais.

A confirmação da demissão dos dois diretores de “A Oficina” só foi feita pelo presidente no final da reunião, embora a questão tenha sido suscitada pelo vereador do PSD, Ricardo Araújo, que classificou como “profundamente condenável que a confirmar-se o presidente não tenha transmitido isso em primeira mão em reunião de Câmara”.

O Mais Guimarães já tinha noticiado a mau estar que terá causado na “A Oficina” o regresso de de José Bastos, pelo desequilibrar do organograma. Este desagrado ficou patente na reunião da Assembleia Geral, de 24 de novembro, em que Frederico Queiroz, “referiu a necessidade de adaptação do organograma de ‘A Oficina’ em função das múltiplas responsabilidades na gestão dos respetivos espaços e respetivos conteúdos”. Certo é que a “A Oficina” não passou no passado recente a gerir mais nenhum espaço além dos já lhe estavam acometidos.

Comentando o assunto, na altura, o deputado à Assembleia Municiapal, pelo PSD, Tiago Larajeiro afirmou que “o que pode acontecer é uma sobreposição de funções entre José Bastos, diretor artístico e de programação, e Rui Torrinha, responsável de programação. A vereadora e presidente da direção, Adelina Paula Pinto, não foi, no entanto, sensível a esta preocupação da direção da “A Oficina”. “A estrutura orgânica agora apresentada corresponde às reais necessidades deste projeto”, afirmou Adelina Paula Pinto na Assembleia Geral.

Poderá ter sido este desacordo relativamente ao organograma de “A Oficina”, entre os dois diretores e a vereadora que agora desencadeou a saída de Frederico Queiroz e José Bastos. Contactados os dois demissionários e a vereadora não foi ainda possível falar com os intervenientes.

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