Lares: todos os funcionários e metade dos utentes já foram testados, avança Domingos Bragança

Presidente do município garantiu que, até ao final da semana, todos os utentes das instituições sociais terão sido testados. André Coelho Lima apontou que a resposta da câmara não “assegurou celeridade”.

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Os 970 funcionários dos lares de Guimarães foram “todos testados”. Quanto aos utentes, “cerca de metade” também já foram submetidos ao teste de despiste da covid-19 — e, ao longo “desta semana”, a totalidade dos utentes terá sido já testada. A informação foi avançada pelo presidente da Câmara Municipal de Guimarães na conferência de imprensa após a reunião do executivo desta segunda-feira. Recorde-se que a testagem da totalidade dos funcionários resultou de um protocolo regional que surgiu de uma parceria entre a Câmara Municipal de Guimarães, a Cruz Vermelha e a Segurança Social.

Quanto aos utentes, a Câmara Municipal de Guimarães assinou um protocolo de colaboração com Escola de Medicina da Universidade do Minho e o Hospital Senhora da Oliveira, para aumentar a capacidade de resposta na realização de testes de rastreio. Sem acesso “aos resultados dos testes” resultantes do protocolo, Domingos Bragança assegurou que, para já, não foi preciso “reforçar planos de contingência ou situações de isolamento” nas instituições vimaranenses. Assim, o presidente do município disse deduzir que o balanço seria positivo: “Felizmente não tivemos um drama nos lares e estivemos sempre a trabalhar com as entidades responsáveis. Tudo correu bem e faremos para que tudo continue a correr bem. As instituições sociais estão bem capacitadas.”

A questão da testagem nos lares foi levantada no período antes da Ordem do Dia da reunião pelo vereador André Coelho Lima. Para o social-democrata, a estratégia adotada pelo município “num primeiro momento não se revelou como sendo a mais adequada porque não assegurou celeridade”. Isto porque, no entender da oposição, a contratação de um laboratório privado permitiria conhecer a “fotografia” do concelho relativamente aos casos positivos de covid-19: “Caso se tivesse recorrido a um laboratório, já se conheciam os resultados.” Algo que foi questionado na reunião de câmara de há duas semanas — e que, agora, Domingos Bragança admite como alternativa caso existam “atrasos na resposta do P5 da Escola de Medicina”. Caso tal aconteça, isso significará, para o André Coelho Lima, que foram “perdidas duas semanas no processo de testagem”.

A estratégia do município, clarificou Domingos Bragança, passa por assegurar a realização de testes nas instituições ao longo do tempo: “É preciso dizer que o teste é uma fotografia, é um momento. Portanto, este processo não é uma corrida de velocidade, mas sim uma maratona. Vamos testar hoje, daqui a 15 dias e daqui a cinco ou seis meses. Precisamos de uma resposta estruturada.” Porque, “enquanto não houver vacina”, a resposta que o protocolo com a academia minhota e o hospital quer-se “estruturada”.

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