LIMITES DA ÁREA DE REABILITAÇÃO URBANA VÃO SER REVISTOS

A Vereação Municipal de Guimarães discutiu, na sua reunião desta quinta-feira, uma proposta para revisão dos limites da ARU (Área de Reabilitação Urbana) no âmbito de uma ORU (Operação de Reabilitação Urbana da Cidade).  A proposta foi aprovada por unanimidade, mas não escapou a alguns reparos da oposição.

A proposta aponta para o alargamento da ARU para a área delimitada pela Rua Colégio Militar “e sua margem edificada poente, nomeadamente Avenida D. Afonso Henriques, Rua da Caldeiroa, Avenida D. João IV, Rua Paulo VI e Rua Comandante José Luís de Pina”.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, a reabilitação pode “mudar completamente a configuração da cidade”. “Será excecional”, concluiu o autarca. No processo de discussão desta proposta, o vereador António Monteiro de Castro lembrou que, com a tendência da aposta na ferrovia, “centenas de pessoas entram na cidade pela Avenida Afonso Henriques”, e a imagem transmitida é de “uma cidade em declínio”, por isso declara: “Eliminar toda aquela imagem poderá potenciar investimento”.

André Coelho Lima lembra que “há um enorme aumento da ARU”, e menciona que quando foi discutida em reunião para a inclusão do Bairro da Cruz de Pedra era patente “o interesse patrimonial”, aqui “é subjetivo”. Segundo o vereador eleito pela coligação Juntos por Guimarães, trata-se de uma zona “dentro da cidade que precisa de ser resolvido”.

O vereador do Urbanismo, Fernando Sá, afirma que este alargamento “surge após uma discussão pública sobre o assunto”. “Propõe-se uma reabilitação da zona Sul até à rua da estação”. Com esta nova reabilitação coloca-se dentro desta ORU “toda a Avenida Afonso Henriques”. A intervenção vai permitir “romper um colete de forças” a que zonas abrangidas estavam sujeitas devido à ausência de atividade.

Para Coelho Lima, a ARU, ao estender-se “da Caldeiroa até à Avenida Afonso Henriques”, vai permitir que os “proprietários daquelas zonas possam fazer os projetos para ali pensados”. “Poderá ser uma zona de reabilitação intensiva”, considera.

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