Mauro Fernandes: “Os apoios devem ser por projetos”

© Cláudia Crespo/Mais Guimarães

O Xico Andebol inicia no próximo fim-de-semana a sua participação na primeira divisão e com estratégias bem definidas. “Vai ser complicada e dura, mas o nosso perfil e estratégia está bem definido. Somos um clube formador e um clube formador não pode chegar ao topo da modalidade e deixar para trás jogadores que formou”, disse, recordando que a chegada à elite da modalidade só foi possível com um apoio da Câmara Municipal de Guimarães. “O município, que estava a par do processo, percebeu a importância de ter um clube como o Xico na primeira divisão. Foi o ponto de partida para mudarmos a estratégia e pensar na primeira divisão”, justificou.  

Sem capacidade financeira para outros voos, o dirigente não esconde as ambições para o futuro. “A remuneração dos nossos atletas é feita com ajuda de custos para o gasóleo ou a refeição, se for o caso. Não estamos preparados financeiramente para mais do que isso. A médio prazo queremos ter uma equipa na primeira divisão remunerada, mas nunca ao nível dos outros clubes. Mas para isso é preciso mudar toda a fórmula de financiamento. Os apoios públicos existentes são para a formação. Discordamos dessa estratégia. Os apoios devem ser por projetos. Talvez o Xico possa abrir caminhos em Guimarães. O financiamento público é irrisório. Neste momento, a nossa realidade é de financiamento privado e, depois de uma pandemia, podem perceber a nossa luta diária”, lembrou.

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