Mesa da Assembleia Geral do Vitória rejeita acusações e esclarece processo eleitoral
A Mesa da Assembleia Geral (MAG) do Vitória Sport Clube veio a público esclarecer os acontecimentos relacionados com as eleições para os órgãos sociais do clube, realizadas recentemente, após declarações do candidato da Lista C, que acusou a MAG de ter recusado, sem fundamentação, um pedido de recontagem dos votos e de não ter prestado esclarecimentos sobre os votos por correspondência.

© Vitória SC
Em comunicado divulgado esta segunda-feira, a MAG considera que as afirmações proferidas em conferência de imprensa não correspondem à realidade e defende que todo o processo eleitoral decorreu com transparência, rigor e respeito pelas normas estatutárias.
Segundo a Mesa da Assembleia Geral, os procedimentos eleitorais foram previamente acordados com representantes das quatro listas concorrentes. Em reunião realizada a 27 de maio, ficou definido que cada mesa eleitoral seria composta por um presidente e quatro escrutinadores, indicados pelas candidaturas, responsáveis pelo acompanhamento da votação e pela contagem dos votos.
A MAG refere ainda que, antes do ato eleitoral, promoveu uma sessão de esclarecimento destinada aos presidentes das mesas e aos escrutinadores das listas, na qual foram explicados os procedimentos a seguir durante a votação e o escrutínio.
De acordo com o comunicado, a contagem dos votos foi realizada pelas mesas eleitorais, com a participação dos representantes das quatro candidaturas, tendo sido efetuadas recontagens sempre que consideradas necessárias pelos membros presentes. No final dos trabalhos, foram elaboradas e assinadas atas por todos os elementos das mesas, sem que tivesse sido registada qualquer reclamação ou pedido formal de nova recontagem.
A Mesa da Assembleia Geral sustenta que apenas após a proclamação dos resultados finais e o encerramento formal da Assembleia Geral Eleitoral surgiu um pedido de recontagem por parte de elementos da Lista C. O presidente da MAG afirma ter explicado que, nessa fase, a assembleia já se encontrava encerrada e que não existia qualquer reclamação apresentada durante o processo de escrutínio que justificasse a reabertura da contagem.
Segundo o mesmo comunicado, a MAG entende que não existe enquadramento estatutário ou legal para proceder a uma recontagem nas circunstâncias apresentadas, sobretudo na ausência de indícios concretos de erro ou irregularidade.
Relativamente aos votos por correspondência, outro dos pontos levantados pela Lista C, a Mesa esclarece que os boletins depositados nas urnas corresponderam aos votos recebidos pelos serviços do clube até ao prazo limite previsto nos Estatutos, antes do início da Assembleia Geral Eleitoral.
A MAG refere ainda que aguardou a chegada da PSP ao local após ter sido informada de que a força policial teria sido chamada, alegadamente para assegurar a preservação das urnas, embora afirme não ter mantido qualquer contacto direto com os agentes.
No comunicado, a Mesa da Assembleia Geral lamenta os acontecimentos ocorridos após o encerramento da eleição e critica aquilo que considera ser uma versão dos factos que “não respeita a verdade”. O órgão garante, por fim, que continuará a exercer as suas funções com “total imparcialidade e rigor”.
As eleições para os órgãos sociais do Vitória SC ficaram marcadas pela contestação dos resultados por parte da Lista C, que tem defendido a realização de uma recontagem dos votos.





