Ministro do Ensino Superior esteve em Azurém e defendeu aulas presenciais

Manuel Heitor marcou presença na iniciativa “Skills 4 pós-Covid – Competências para o futuro”, promovida pela DGES. A sessão decorreu no salão nobre do campus de Azurém da UMinho.

© Universidade do Minho

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) referiu-se ao período de estado de emergência como “um processo de mudança que a todos foi custoso”. Mas, para Manuel Heitor, o tempo é agora de “autocrítica” — de “saber o que funciona à distância e o que não funciona”, perante “uma crise que levanta muitas incertezas”. Ainda assim, e tal como na última segunda-feira em Lisboa, o ministro defendeu que “o processo de ensino e aprendizagem passa pela interação social entre estudantes e mestres”. Tal como na capital, Manuel Heitor manifestou essa ideia na iniciativa “Skills 4 pós-Covid – Competências para o futuro”, promovida pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), que esta terça-feira chegou ao campus de Azurém da Universidade do Minho (UMinho) e que foi transmitida em direto através do Youtube.

A iniciativa tem o objetivo de “mobilizar as instituições de ensino superior, mas também outras entidades públicas e privadas, para uma resposta conjunta aos desafios suscitados pela Covid-19”. Por cá, a sessão contou, para além de Manuel Heitor, com a presença do reitor da academia minhota, Rui Vieira de Castro, bem como o pró-reitor Manuel João Costa, representantes da OCDE e alguns empresários. Participaram ainda professores, investigadores, empregadores, autarcas e estudantes.

O governante defendeu ainda que “esta crise veio acelerar um conjunto de processos”, como a digitalização da sociedade ou atenção redobrada que deve ser dada às questões climáticas. E não só: “Esta crise mostrou que temos de aprender a viver numa sociedade com riscos. Não há sociedade sem riscos.” Por isso, defendeu o ministro, o esforço tem de ser “coletivo” porque “outros riscos” poderão surgir nos próximos tempos — e a transmissão de conhecimento a partir das instituições de Ensino Superior para a sociedade foi um dos caminhos apontados. “Sabemos que o desenvolvimento do ensino superior tem de ter uma matriz intrínseca, numa interação entre empregadores e instituições de Ensino Superior”, sublinhou.

Já Rui Vieira de Castro referiu, na sessão de abertura da iniciativa, que existe “um acompanhamento contínuo” das mudanças forçadas pela pandemia, apostando-se na “reconversão” de capacidades e estratégias, que “ganham especial importância” nestes tempos. O reitor da UMinho, tal como o ministro presente, frisou a relevância que os cursos de pequena duração representam na adaptação e na antecipação de futuros: “As instituições de Ensino Superior não podem apenas ser reativas. Devem, antes, ser capazes de soluções inovadoras”, disse. Tal passa pela transferência de conhecimentos e preparar o futuro numa relação estreita “com parceiros públicos e privados”, defendeu. O reitor da academia minhota lembrou que a UMinho já assumiu essa “transferência e intercâmbio de conhecimentos” em 2017, apostando no desenvolvimento de “projetos invocadores e socialmente relevantes”, orientados “para diferentes públicos”, através da exploração de “ofertas educativas”.

O debate procurou “estimular uma rápida adaptação em práticas e abordagens de ensino, aprendizagem, trabalho e investigação, para melhor preparar a transição para o período pós-COVID-19″, como apontou o ministro Manuel Heitor, que definiu públicos-alvo para algumas iniciativas. O governante indicou grupos-alvo para estas iniciativas, que incluem os jovens recém-licenciados e os profissionais “à procura de formação complementar”. Para além disso, na sessão, defendeu-se a necessidade de fomentar a diversificação e especialização da oferta de ensino nas instituições de Ensino Superior portuguesas, bem como a conciliação entre práticas inovadoras de ensino e aprendizagem e competências desejadas no mercado de trabalho. O ministro frisou ainda que também é objetivo aumentar a percentagem de jovens a partir dos 20 anos no Ensino Superior de cerca de 50% para 60% em 2030. Incrementar esse número passará por “um esforço de penetração do Ensino Superior na sociedade”.

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