Missão dos guarda-rios de Guimarães: proteger os cursos hídricos do concelho

Neste sábado, 31 de julho, dia em que se assinalou o Dia Mundial do Vigilante da Natureza, a Vitrus Ambiente apresentou, em parceria com o Município de Guimarães, o projeto que visa a recuperação da figura dos guarda-rios.

Foto: Vitrus Ambiente

Os guarda-rios de Guimarães vão ter como missão a proteção dos cursos hídricos do concelho, designadamente o rio Ave e o rio Selho, mas também dos respetivos afluentes e margens.

Segundo a nota publicada pela Vitrus, o objetivo é que os guarda-rios “promovam o contacto com as pessoas, sensibilizando-as para o desígnio coletivo de proteção dos recursos hídricos. Estarão especialmente atentos a comportamentos inadequados, sensibilizando os cidadãos para os corrigirem”.

Para além disso, os guarda-rios “vão verificar se existem ligações ilegais de saneamento aos rios e deposições ilegais de resíduos”, para serem comunicadas às entidades competentes. Vão ainda garantir que o leito e as margens dos rios se encontram devidamente limpos, identificando terrenos que careçam de limpeza e desobstrução das linhas de água.

A fiscalização da extração ilegal de areia será, igualmente, alvo da atenção dos guarda-rios. Vão também ser preenchidos inquéritos onde serão aferidos parâmetros qualitativos do estado dos rios, como o cheio, cor, se tem espuma, se tem resíduos, se o escoamento está obstruído, entre outros.

Foto: Vitrus Ambiente

Sérgio Castro Rocha, Presidente do Conselho de Administração da Vitrus Ambiente, realçou que “Guimarães tem como prioridade a proteção ambiental e das suas linhas de água, tornando-as aprazíveis para a população”. O Presidente do Conselho de Administração lembrou que Guimarães tem em curso a construção de “mais de 50 quilómetros de ecovias” que vão nascer junto do rio Ave e do rio Selho, e que por isso “torna-se fundamental garantir a devida proteção destes espaços”.

João Pedro Castro, administrador executivo da Vitrus Ambiente, destacou que os rios sempre foram um dos mais importantes recursos para a sobrevivência da humanidade: “São eles que nos fornecem grande parte da água que consumimos e que utilizamos para regar os solos das áreas agrícolas, bem como para as diversas atividades do dia-a-dia. Também são fundamentais para o equilíbrio do nosso ecossistema, através dos inúmeros seres-vivos que lá coabitam”.

Já Sofia Ferreira, vereadora com o pelouro do Ambiente, destacou a importância que Guimarães atribui à proteção do nosso planeta: “Guimarães mostra, uma vez mais, que está na linha da frente das políticas de ação climática a nível nacional e internacional, depois de ter sido o Município pioneiro na criação de um plano para a despoluição de um curso de água, no caso o rio Ave, cujos resultados permitiram restabelecer a fauna e flora daquele património hídrico”, disse.

A profissão de guarda-rios existiu em Portugal entre o século XVIII e o século XX, a qual estava afeta aos Serviços de Hidráulica do Estado, tendo sido extinta. Nos últimos anos, face à crescente preocupação com as alterações climáticas e necessidade de adoção de comportamentos sustentáveis, o ressurgimento da profissão tem sido equacionado.

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