Molinhas procuram saltos para os pódios nacionais e internacionais

Nas Caldas das Taipas, os atletas do Molinhas Clube de Rope Skipping têm levado o nome de Guimarães e de Portugal a vários cantos do Mundo. Modalidade procura quebrar barreiras e preconceitos. Próximas etapas passam pelos nacionais, em Queluz, e pelos europeus, que decorrerão na Eslováquia.

© Cláudia Crespo / Mais Guimarães

Quem nunca saltou à corda na infância, na juventude ou na escola? E se pudesse saltar à corda, divertir-se, e praticar um desporto? A modalidade, mais conhecida por Rope Skiping, ainda é pouco conhecida a nível nacional, mas caminha a passos largos para a notoriedade no país, fruto de alguns prémios internacionais e perante os melhores atletas do mundo.

Através do desporto escolar, a modalidade foi crescendo paulatinamente e o Molinhas Clube de Rope Skipping das Taipas, que em fevereiro completou sete anos de vida, tem sido um grande impulsionador da modalidade, cujas principais vertentes são as provas de Freestyle, através de cordas de vinil, e as provas de velocidade e resistência, com cordas de aço.

“Antes da pandemia, o clube estava a crescer bastante e já tínhamos cerca de 70 atletas e com vários campeões nacionais. Com a pandemia, baixamos para metade o número de atletas, mas continuamos a manter os bons resultados”, explicou Sandra Freitas, de 44 anos, responsável máxima pela coletividade. “Com a pandemia, as escolas também fecharam as portas para demonstrações e ações de sensibilização. Mas temos esperança que, na próxima época, possa tudo voltar à normalidade”, perspetivou.

A pandemia trouxe dificuldades. No entanto, são os preconceitos da sociedade o maior entrave à evolução. “Muitos pais pensam que é um desporto de meninas. Mas é um preconceito que está a mudar. Noutros países desenvolvidos, não existem essas barreiras. Temos vários rapazes campeões nacionais e vários rapazes medalhados internacionalmente”, justificou. “É um desporto barato e saudável. É uma modalidade fácil de começar. Apareçam e experimentem. Os próprios pais podem experimentar. Há competições para todas as idades”.

© Cláudia Crespo / Mais Guimarães

Nacionais e Europeus no horizonte

Apesar das dificuldades criadas pela pandemia, os resultados desportivos têm sido positivos.

“Já garantimos o apuramento de 21 atletas para o campeonato nacional que vai decorrer em Queluz, a 11 e 12 junho”, lembrou Sandra Freitas. Para o Campeonato da Europa, a decorrer entre 24 e 30 de julho, na Eslováquia, as perspetivas também são animadoras, como adianta o treinador e coordenador Ângelo Santos. “As expetativas são altas, nomeadamente a nível da velocidade. É o momento certo para provarmos que somos uma das nações mais rápidas a nível mundial. No freestyle, estamos a trabalhar com algumas condicionantes, mas com otimismo”, adiantou. “É sempre uma grande responsabilidade, porque quando estamos a saltar, não saltamos sozinhos. Saltamos pelos sacrifícios que os pais fazem, pelas pessoas que nos ajudam, pelas pessoas que nos cedem espaços, pelas Taipas, pelo concelho de Guimarães e pelo país. Queremos ouvir o hino nacional”, acrescentou. O clube taipense, recorde-se, já disputou dois campeonatos do Mundo, precisamente nos Estados Unidos e na Noruega.

O jovem Paulo Lima, já com muitos anos ao serviço do clube, é um dos talentos que tem brilhado dentro e fora do país. As metas para os europeus estão traçadas. “Quero voltar a ser campeão europeu e quero ajudar a equipa a sagrar-se campeã europeia. Temos boas perspetivas”, perspetivou. “Também quero tentar bater o meu próprio recorde europeu e estou animado para isso. Já foi batido em campeonatos nacionais, por isso, as probabilidades são boas”.

A Câmara Municipal de Guimarães já atribuiu um subsídio ao clube para a participação no Campeonato da Europa, mas os responsáveis ainda estão no terreno na tentativa de angariar novas verbas.

Lia Silva | 11 anos

© Cláudia Crespo / Mais Guimarães

Gosto muito de saltar a corda e, como algumas amigas já estavam no clube, pedi aos meus pais e eles acederam. Gosto muito de estar aqui. Tento nunca faltar a um treino, porque tenho prazer no que faço. Saltos simples e cruzados são fáceis, mas triplos e duplos são difíceis de executar. É preciso treinar muito. Quero ir aos nacionais”.

Martim Ribeiro | 8 anos

© Cláudia Crespo / Mais Guimarães

“A experiência está a ser fantástica. O meu irmão já estava cá e, como não queria estar sozinho no futebol, decidi vir experimentar. Estou a gostar muito desta experiência e trabalho muito para ganhar provas. Saltar corda parece fácil, mas exige muito treino”.

Francisca vaz | 11 anos

© Cláudia Crespo / Mais Guimarães

“Estou no clube desde 2018 e, desde muito cedo, já saltava à corda e brincava com elas na escola. Quero ganhar competições e vou trabalhar muito para marcar presença nos nacionais. , no próximo ano, quero ir ao Mundial”.

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