Mulher e filha de administrador do Hospital de Riba de Ave vacinadas

Salazar Coimbra mentiu sobre a profissão da mulher e colocou-a, juntamente com a filha na lista de 137 pessoas a vacinar, enviada à ARS Norte.

A notícia é avançada pelo Correio da Manhã e pelo Jornal de Notícias. O administrador do Hospital Narciso Ferreira, em Riba de Ave, no concelho de Vila Nova de Famalicão, incluiu a filha e a mulher na lista de profissionais prioritários para a vacinação, ultrapassando dezenas de profissionais de saúde.

 Salazar Coimbra mentiu, alegando que a esposa trabalhava no serviço de internamento covid daquele hospital. Apesar de ser médica, a mulher do administrador não exerce naquele hospital e está de licença há mais de um ano.

Outros familiares e amigos do administrador, que chegou a ser candidato à Câmara de Famalicão pelo PSD e médico do Vitória SC, terão sido vacinados com a primeira dose a 14 e 15 de janeiro, como um porteiro e uma prima, entre outros. Estas pessoas acabaram por ser vacinadas antes de médicos, enfermeiros e auxiliares que trabalham no serviço de internamento de doentes covid.

Durante o fim de semana, depois de outros casos semelhantes, revelados pela comunicação social, o Ministério da Saúde considerou “inaceitável qualquer utilização indevida de vacinas”, sustentando que no caso de, por circunstâncias imprevistas, não ser possível administrar todas as doses definidas numa determinada entidade, a distribuição dessas vacinas deverá “observar as prioridades definidas pelo Plano de Vacinação”.

O Ministério da Saúde emitiu “instruções para que as entidades responsáveis pela operacionalização do plano preparem, de antemão, uma lista de outras pessoas prioritárias a quem poderão administrar as vacinas, no caso de impossibilidade superveniente de alguma das pessoas inicialmente definidas, devendo ainda tal circunstância ser devidamente reportada”.

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