“Nenhuma criança em Guimarães ficará sem acesso à aprendizagem”

A garantia foi deixada pela vereadora da educação, Adelina Paula Pinto, depois de Bruno Fernandes, vereador do PSD, questionar a autarquia relativamente à falta de materiais tecnológico dos alunos do 2º e 3º ciclo e Ensino Secundário.

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A vereadora da Educação, Adelina Paula Pinto, garantiu esta segunda-feira, em reunião municipal, que nenhuma criança em Guimarães ficará sem acesso à aprendizagem. No período antes da ordem do dia, a vereadora fez um ponto da situação do estado da educação no concelho e foi questionada pelo vereador do PSD, Bruno Fernandes, relativamente à falta de equipamentos dos estudantes do 2ºe 3º ciclo e Ensino Secundário, que estão sob alçada do Ministério da Educação.

Apesar de a autarquia apenas ter responsabilidade sobre o 1º ciclo e o pré-escolar, Adelina Paula Pinto garante que já foi realizado um levamento acerca das necessidades dos alunos e das escolas dos restantes ciclos de ensino. “Temos imensas escolas que foram resolvendo os problemas. Amanhã de manhã tenho uma reunião com os diretores das escolas do2ºe 3º ciclo e Ensino Secundário”, garantiu. A Câmara está atualmente a proceder à entrega de cerca de 500 tablets a estudantes do 1º ciclo e também em processo de aquisição de mais 500. “Independentemente de não termos responsabilidade, estamos a tentar conjuntamente com as escolas encontrar soluções. Algumas [escolas] estão com problemas pequenos, como a ligação a internet, noutras a situação é mais crítica”, admitiu.

Bruno Fernandes recordou que a autarquia garantiu já há um mês que estava em marcha a aquisição de equipamento que as escolas identificassem. “Na nossa opinião o processo devia estar mais avançado. O problema do 1º ciclo estará encaminhado, pelas palavras da vereadora, mas não estará totalmente resolvido”, lamentou. Bruno Fernandes frisou que, deste modo, “a maioria dos alunos de Guimarães continua a não ter uma resposta na semana em que se iniciaram as aulas”. “Parece-nos que se o município não dotar os estudantes de imediato destes meios, estamos a aumentar a desigualdade dentro do concelho”, criticou. “Num estado de emergência, as respostas não podem selecionar vimaranenses. A resposta não ficar apenas pelo primeiro ciclo”, advertiu.

A vereadora frisou que, mais do que a aprendizagem curricular, é necessário estar atento às circunstâncias dentro das famílias. “Há pessoas que não podem dar apoio, ou por estarem em teletrabalho, ou em lay-offs, desemprego, ou não tem competências”, lamentou. Nesse sentido, a câmara irá ainda a criar um programa de apoio tutorial para que os professores de alunos do 1º ciclo possam acompanhar crianças com menos apoio familiar.  “Não temos todos as mesmas famílias. Há pais que estão preocupados com por comida em cima da mesa. É preciso haver bom senso”, apelou.

A partir desta segunda-feira, a autarquia vai ainda contar com 11 novos gestores para dar apoio à infância, acompanhar crianças das creches e pré-escolar sem retaguarda.  A Câmara está ainda a realizar uma candidatura no âmbito do programa ProChild para realizar um rastreamento das crianças a nível de saúde mental. “O mais importante é manter as crianças ocupadas, motivadas… Achamos importante que estejamos ligados, que os acompanhemos, consigam falar com os tutores”, frisou. Está ainda a ser preparado um projeto de recuperação de computadores, com apoio de voluntários da área das tecnologias. “Todos nós temos portáteis antigos que possamos ceder e, a partir de vários, pode conseguir-se fazer um”, frisou Adelina Paula Pinto.

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