Norte de Portugal e Galiza juntam-se para defesa da ligação ferroviária de alta velocidade

A declaração, foi assinada esta terça-feira, às 11h00, na antiga alfândega de Valença, em Viana do Castelo e vai ser enviada às entidades territoriais da Eurorregião, confederações empresariais e sindicais e entidades locais.

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Os governos de Portugal e Espanha estão a ser pressionados pelas regiões do noroeste peninsular para avançar com a ligação de alta velocidade no eixo atlântico.

Após anos de avanços e recuos, o norte de Portugal e a Galiza unem-se numa declaração conjunta que reafirma a prioridade da ligação entre as duas regiões, ligadas por laços sociais, linguísticos e históricos. Nesta terça-feira, Valença do Minho recebe os líderes do Governo da Galiza (Xunta), Alfonso Rueda, e da CCDR-Norte, António Cunha, para a assinatura de um memorando que exige que não se invertam as prioridades nas ligações ferroviárias de alta velocidade.

Com duas ligações internacionais previstas (uma para Vigo e outra para Madrid), a Xunta e a CCDR-Norte defendem claramente esta “infraestrutura prioritária e estratégica”. Ambos destacam o “potencial de utilização e rentabilidade da linha Galiza-Portugal” e os comprometimentos feitos ao longo dos últimos 10 anos. Neste contexto, os líderes das duas regiões, ainda que Portugal tenha menos autonomia devido à ausência de regionalização, ressalvam que a ligação entre Vigo, Porto e Lisboa “é uma ação prioritária” que deve ser acompanhada por “um orçamento e um cenário realista” de modo a concretizar a obra com data prevista de finalização em 2032.

No comunicado a que o Mais Guimarães teve acesso, também foi possível ler, embora de forma implícita, sobre a ligação Lisboa-Madrid: “Entendemos que outras ligações também podem ser justificadas, mas apenas se enquadradas numa visão ampla, inclusiva, estruturada e coordenada para alcançar os melhores resultados”.

Para já, o foco centra-se na solicitação da Galiza e do Norte de Portugal para a atualização “com urgência” das condições oferecidas na atual ligação internacional entre Porto e Vigo. As críticas regem-se essencialmente sobre o comboio Celta que é feito com uma automotora a diesel e cujas viagens são, ainda, muito lentas. Não só a duração da viagem está a ser posta em causa como a frequências da mesmas. Para já, só existe dois comboios diários em cada sentido, num total de 2h22, quando o percurso feito por um automóvel é possível realizar-se em apenas 1h30.

Esta ligação está projetada para custar cerca de 900 milhões de euros com o objetivo de unir as duas cidades em menos de uma hora. A obra incluirá estações intermédias no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, Braga, Ponte de Lima e Valença.

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