Nova candidatura a Capital Verde Europeia só em 2022

O anúncio foi feito por Domingos Bragança na reunião de câmara desta segunda-feira, dia 3.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães

“Era minha vontade que fosse apresentada uma nova candidatura este ano, em setembro, mas não vai ser”, disse o presidente da Câmara Municipal, acrescentando que estão a ser trabalhados um conjunto de projetos que “darão outra consistência à nossa candidatura.”

Domingos Bragança deu como exemplo o Plano de Defesa da Bacia Hidrográfica do Ave, que inclui também o rio Vizela, e que está a ser elaborado pela Câmara de Guimarães, a Vimágua e a Águas do Norte.

O Presidente da Câmara Municipal respondia a André Coelho Lima, vereador eleito pela coligação Juntos Por Guimarães, que no período antes da ordem do dia lembrou alguns “compromissos” do município que “não tiveram sequência”. André Coelho Lima fez uma reflexão sobre os vários desígnios municipais que foram assumidos ao longo dos anos pela governação socialista e apontou a candidatura a Capital Verde Europeia (CVE) como um exemplo de um “rumo comunitário” assumido que não teve continuidade.

Cinco anos para preparar uma nova candidatura

Após a candidatura apresentada por Guimarães em 2017, com o propósito de alcançar o título de Capital Verde Europeia em 2020, o município deverá apresentar uma nova candidatura só em 2022 com o objetivo de ser CVE em 2025.

Em maio de 2018, em reunião de Câmara, depois de Guimarães não ter conseguido alcançar a última fase do concurso, Domingos Bragança anunciava que a nova candidatura poderia “ser em 2019, ou em 2020”, tendo a convicção de que nesse ano (2018) o município não teria condições. Ao mesmo tempo, o presidente da Câmara Municipal anunciava a elaboração do Plano de Desenvolvimento Sustentável 2030, uma “plataforma de discussão e reflexão sobre os grandes temas do desenvolvimento sustentável” que serviria de base à nova candidatura.

Recorde-se que, na candidatura a CVE 2020, Guimarães foi a quinta cidade que teve melhor avaliação por parte da Comissão Europeia.

No relatório final de avaliação, elaborado pelo secretariado da Capital Verde Europeia, pelo RPS Group Limited, empresa irlandesa de consultadoria na área da comunicação e ambiente, com o contributo de um painel de peritos, Guimarães foi a segunda melhor cidade (das 13 concorrentes) nas áreas de indicador “Alterações climáticas: adaptação”, “Natureza e Biodiversidade”, “Perfomance energética” e “Governança” e foi a terceira melhor cidade no “Ruído”.

Com menor desempenho, registe-se a 6ª posição na área “Resíduos”, a 8ª posição na “Mobilidade sustentável” e a 11ª posição no “Uso sustentável do Solo” e “Água”.

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