“NOVO VITÓRIA” REAGIU ÀS DECLARAÇÕES DO VICE-PRESIDENTE FRANCISCO PRÍNCIPE

Júlio Vieira de Castro começou por admitir ter errado na contagem do número de jogadores que passaram pelo Vitória nas últimas quatro temporadas. No entanto, o candidato afirmou que o Vitória é atualmente um “entreposto de jogadores”: “Comprovam-no os números corretos e fatuais (nos últimos quatro anos foram 137 os jogadores que jogaram um ou mais minutos entre equipa A e B; em 4 anos foram 146 os jogadores inscritos), comprovam-no a deficiente estratégia e planeamento desportivos, das quais são reflexo os desastrosos resultados da principal equipa de futebol profissional”, afirmou.

No que toca ao “euro das modalidades”, Júlio Vieira de Castro diz que “têm razão os seccionistas que nos dizem que o euro extra afeto às modalidades não se reflecte num maior desafogo” do orçamento destas, uma vez que “o orçamento das modalidades não aumentou, apenas diminuiu o valor que o clube contribui para as mesmas”. Importa lembrar que na conferência de imprensa da última semana, Francisco Príncipe, afirmou que o euro das modalidades foi inicialmente criado para ser uma receita extraordinária afeta ao orçamento das modalidades, com o objetivo de pagar a dívida então existente ao orçamento das modalidades. A partir da época 2013/2014, quando a dívida ficou paga, o valor passou a ser incluído no orçamento “corrente” das modalidades.

O engenheiro voltou a apelidar de “mito” a recuperação financeira levada a cabo pela atual direção. “E disto não fugiremos até que, por A + B, este assunto sensível seja explicado aos sócios e acionistas através de informação consistente e factual”, disse. JVC quer discutir os números do passivo com a atual direção, desde que essa discussão seja “baseada em documentos acessíveis a todos e não somente à direção do Vitória Sport Clube”. O candidato acusou a direção do Vitória de não ser séria: “sério seria dizer que o passivo do clube baixou entre 30/06/2016 e 30/06/2017 o valor de 907.811 mil euros e que o passivo da SAD aumentou, no mesmo período, no valor de 974.000 mil euros. Sério seria ter feito uma entrevista onde os dados apresentados fossem coincidentes com o Relatório e Contas”.

Quanto aos três milhões de euros do novo contrato televisivo adiantados ao Vitória, Júlio Vieira de Castro agradeceu a “honestidade” Francisco Príncipe “ao desmentir, categoricamente, as palavras do presidente em funções”. O candidato do “Novo Vitória” questionou a realização de uma conferência de imprensa, por parte da direção, para responder às suas declarações, lembrando episódios como o comunicado de António Salvador, em setembro de 2017, e as declarações de Daniel Rodrigues após a sua demissão da vice-presidência da Assembleia Geral, dizendo que  “havia tentativas de condicionamento da Mesa, por elementos externos”.

Para terminar a sua intervenção, o engenheiro condenou as tomadas de posição a favor da lista “Contigo Vitória” por parte de figuras políticas da cidade. “A política não abre mão do futebol, e vice-versa. De um lado para o outro movem-se interesses alheios àqueles que são os legítimos interesses do Vitória Sport Clube e dos seus associados, e é esta uma das principais razões que explicam que um clube com a expressão social do Vitória ainda não tenha conseguido, em 96 anos de história, dar o salto qualitativo que os seus adeptos tanto anseiam. Este círculo vicioso tem de ser quebrado”, concluiu o candidato.

Declarações de Júlio Mendes representam “uma falta de respeito e ética para com os associados”

O contrato de José Peseiro, novo treinador do Vitória, termina apenas em junho de 2019. Júlio Mendes afirmou que tem toda a legitimidade para fazer este tipo de contratos pois o mandato do conselho de administração da SAD termina apenas em junho do próximo ano.

Júlio Vieira de Castro classificou estas declarações como “uma falta de respeito e ética para com os associados e para com o Vitória”. O candidato lembrou que, segundo os estatutos, compete à direção do clube designar o presidente da SAD, e que, por isso, “o mandato de Júlio Mendes como presidente da SAD terminará quando perder as eleições a 24 de março”. A lista “Novo Vitória” espera ainda que, caso seja eleita, os administradores da SAD eleitos pelo clube também se demitam, “por uma questão de ética”.

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