O desalento dos feirantes em Guimarães: “isto não tem futuro”

A feira retalhista de Guimarães voltou a abrir ao público na sexta-feira, 29 de maio, mas o cenário não agradou aos feirantes. Apesar de a afluência não ter defraudado as expectativas, ao Mais Guimarães, os feirantes queixam-se do receio das pessoas em comprar os produtos.

“O negócio está fraquíssimo. A feira tem muita gente, mas para quê? Para passear… Não há nota. Não há casamentos, não há batizados, não há missas. Não se vende nada”, refere Maria Isabel, feirante natural de Fafe. Começou a vendar na feira vimaranense desde que esta se deslocou para o espaço atual, mas faz disto vida praticamente desde que nasceu: “Isto não tem futuro. Estou próxima da reforma, mas se eu fosse mais jovem, onde é que eu já estava… isto não é futuro para ninguém. Ainda por cima ter que pagar os lugares nas feiras. Do layoff só recebi pouco mais de 100€. Para que é que isso dá?”, refere.

Maria Isabel vende, sobretudo, vestidos, mas, garante, tirando “cuecas e meias”, pouco mais se vai vender. “Eu não preciso disto. Eu não vou para a praia, eu não vou para acolá…”, são algumas das justificações que mais vai ouvindo.

À hora do almoço, Maria Isabel e António Rodrigues, conseguiram apenas 20€ em vendas. Se as próximas feira forem assim, garante Maria Isabel, “não vale a pena voltar”.

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