O gráfico que pode pôr um travão no desconfinamento

O Governo apresentou um gráfico com dois indicadores chave, os casos por 100 mil habitantes e o índice de transmissibilidade. Este é o gráfico que determinar o futuro dos portugueses.

O plano de desconfinamento apresentado na quinta-feira, 11 de março, vai ser reavaliado quinzenalmente. Este processo vai ter em conta dois fatores: o número de novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias e a taxa de transmissibilidade, R(t).

No momento da apresentação, o país apresentava uma média de 105 novos casos por 100 mil habitantes e um R(t) de 0,78, representado pela letra X no gráfico.

Sempre que Portugal ultrapassar os 120 novos casos por 100 mil habitantes ou sempre que o nível de transmissibilidade for superior a 1, as medidas terão de ser revistas. Estes são os dados que nos dão as quatro divisões visíveis, ou seja, os níveis de risco.

Zona verde, zona laranja e zona vermelha. Que diferença existe?

O quadrado verde, onde Portugal se encontra atualmente, é o valor ideal. Isto é, conjuga menos de 120 novos casos por 100 mil habitantes e um R(t) inferior a 1.

Para atingir a zona amarela há duas formas: manter o R(t) inferior a 1, mas o número de novos casos de infeção a 14 dias for superior a 120, ou, pelo contrário, manter o número de novos casos de infeção a 14 dias inferior a 120, mas o índice de transmissibilidade ser superior a 1.

“Se chegarmos à zona vermelha, temos de voltar para trás”, disse António Costa. Para ali chegarmos é preciso que Portugal tenha um R(t) superior a 1 e, simultaneamente, uma média de novos casos a 14 dias por 100 mil habitantes superior a 120.

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