Oliveira do Museu de Alberto Sampaio classificada como árvore de Interesse Público

O Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) classificou a oliveira do claustro do Museu de Alberto Sampaio, em Guimarães, como árvore de Interesse Público.

© Museu Alberto Sampaio

Nas redes sociais do Museu pode ler-se que “o pedido da Câmara de Guimarães foi aceite por se entender que o exemplar, da espécie Olea europaea L., reúne os critérios gerais de classificação”.

Para o ICNF, a oliveira apresenta um “desenvolvimento natural e elegante e o tronco revestido por formações escultóricas de interessante efeito visual”, resultantes de rebentos que partindo da sua base o acompanham até se integrarem nele. Reconhecendo o “particular significado paisagístico em causa”, aquele organismo sublinha a “configuração graciosa e morfologia invulgar” da árvore e acrescenta que o facto de se enquadrar num claustro do século XIII, junto a dois túmulos encaixados na parede das escadas de acesso à Igreja, lhe confere “um elevado valor cénico”.

A particular importância e atributos daquele exemplar são, por isso, para o ICNF, reveladores da necessidade de “cuidadosa conservação” e justificam o relevante interesse público da sua classificação. O Instituto ressalva, ainda, que a oliveira apresenta bom estado vegetativo e sanitário, não aparentando sinais de pouca resistência estrutural ou risco sério para a segurança de pessoas e de bens.

A decisão de classificação estabelece uma zona geral de proteção definida, excecionalmente, por um raio de 10 metros a contar da base da oliveira. Ficam proibidas quaisquer intervenções que possam destruir ou danificar o exemplar classificado, carecendo de autorização prévia do ICNF todas as operações de beneficiação.

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