OPOSIÇÃO QUESTIONA AUTARQUIA SOBRE OS PROJETOS PARA AS FREGUESIAS

Esta quinta-feira, 28 de fevereiro, realizou-se mais uma reunião descentralizada do Executivo, uma prática que tem vindo a ser muito comum. Desta vez, a reunião decorreu em Urgezes e, como também tem sido habitual, foi apresentado um projeto para aquela freguesia, nomeadamente, a requalificação da antiga Escola da Vaca Negra, que tem funcionado como um Centro Cultural.

Depois da apresentação feita pelo arquiteto responsável, que sublinhou que a elaboração do projeto está numa fase final, a oposição questionou a autarquia sobre os projetos que têm sido apresentados nas diversas freguesias que recebem as reuniões descentralizadas. Bruno Fernandes, vereador do PSD, deu exemplos como o projeto de Centralidade de Serzedelo, a requalificação da EB 2,3 das Taipas ou o Pavilhão Multifuncional de S. Martinho de Sande, freguesia que recebeu a última reunião descentralizada. “Quisemos aqui trazer a falta de concretização daquilo que é apresentado em sede de reuniões de Câmara descentralizadas. Tive o cuidado de ir rever essas reuniões e cerca de 10% foram concretizados. E não estamos só a falar dos que foram apresentados neste mandato, estamos a falar dos que foram apresentados no mandato anterior. A Câmara tem criado imensas expectativas aos vimaranenses. E o que vamos depois assistindo é que não há concretização daquilo que são as propostas e as promessas”, apontou.

Já Domingos Bragança apontou que estes projetos são “intenções de investimento”. “Alguns ainda estão nessa fase. Outros estão numa fase preliminar, com levantamento geométrico, topográfico. Muitos são projetos desenvolvidos pela própria freguesia e não têm a dimensão que a Câmara lhe quer dar, e por isso aumentamos a exigência de intervenção. Tudo isto leva a que estes projetos sejam mais demorados, por querermos que sejam melhores. Projetos como o que apresentamos hoje são para se fazer daqui a dois ou três anos e se conseguirmos fazê-los num mandato já é muito bom. Quero que os projetos das freguesias estejam concluídos este mandato, mas alguns podem ser concluídos no próximo”, referiu.

O presidente da Câmara sublinhou ainda que a autarquia tem em execução muitas intervenções em simultâneo. “Há tanta obra em execução por todas as freguesias. Teatro Jordão e Garagem Avenida, Parque de Camões, Adarve da Muralha, EB 2,3 das Taipas. Só de memória, são obras que orçam os 30 milhões de euros. O que os vimaranenses perguntam é: e a Câmara de Guimarães tem assim tantos recursos financeiros para atender ao mesmo tempo a tanta obra? Eu entendo a oposição, estão a fazer o papel deles. Tentam diminuir o que fazemos, dizendo que não estamos a cumprir os prazos. Mas era bom começarmos pelo que estamos a fazer, aquilo que está em projeto, que o calendário próprio e a contratação pública permite. E que os fundos comunitários sejam conseguidos”, concluiu.

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