Os princípios parecem sempre mais felizes que os fins

Por Eliseu Sampaio,
Diretor do grupo Mais Guimarães

Dizem que é o fim. Depende da perspetiva.

À medida que o inverno caminha para o seu final, um inverno mais quente e seco que o habitual, um facto que nos deve preocupar, multiplicam-se os sinais de que o flagelo que transformou violentamente as nossas vidas nos últimos dois anos, está a ser finalmente ultrapassado. A Pandemia da covid-19, não sendo ainda oficial, parece ter os dias contados.

A verdade é que, por precaução, pagamos com a nossa liberdade o inverno mais tranquilo das últimas décadas nos hospitais portugueses. Apesar de um aumento extraordinário do número de infetados (Guimarães chegou a sinalizar 15 mil casos, 10% da população infetada em apenas 15 dias do mês de janeiro), tal não atrapalhou significativamente o funcionamento das nossas unidades de saúde, nomeadamente o Hospital Senhora da Oliveira, que salvo um momento ou outro, em que foram restringidas as visitas, viveu dias de “alguma tranquilidade”, como noticiamos no Mais Guimarães.

Esta última variante que enfrentamos, a Ómicron, com contágio super rápido, revelou-se bem mais leve nos sintomas, o que foi considerado pelos especialistas como um sinal claro da diminuição da intensidade da doença e um passo para a extinção da pandemia.

Nos aeroportos portugueses foi levantada, no início do mês, a obrigação de apresentação de teste negativo à entrada no país. Com esse sinal, o turismo poderá regressar e poderemos viajar de novo em modo um pouco mais descontraído.

Todos vivemos um pouco melhor por estes dias. A maioria, com certificado digital sempre à mão, com reforço de doses da vacina, e ansiosos pela retoma total.

Parece o fim. Pessoalmente prefiro olhar para este momento como um princípio. Os princípios parecem sempre mais felizes que os fins.

Por isso, respiremos fundo e vivamos de novo em maior liberdade. Como se fosse a primeira vez.

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