PATRIMÓNIO MUNDIAL: 18 ANOS DEPOIS, O CENTRO HISTÓRICO CONTINUA A “CONTAR-NOS UMA HISTÓRIA”

A celebrar o 18.º aniversário da distinção da UNESCO, o Centro Histórico de Guimarães atinge a maioridade como Património Cultural da Humanidade . Esta sexta-feira foi o primeiro dos dois dias dedicados à comemoração da efeméride.

Ao longo do dia decorreram várias iniciativas, com destaque para a sessão no Salão Nobre da Câmara Municipal  © Mais Guimarães

“Em 1994, a autarquia, apoiada pelo Governo, tomou a decisão de formalizar a candidatura. Desde então foi dada maior atenção à conservação e reabilitação do centro histórico, envolvendo moradores e proprietários de casas antigas.” O texto foi publicado pelo jornal Público no dia 13 de dezembro de 2001. “UNESCO classifica centro histórico de Guimarães como Património Mundial” era o título da notícia. Exatamente 18 anos separam a notícia do dia de hoje. Nesta sexta-feira, dia 13, Guimarães comemora a elevação do centro histórico a Património Cultural. É o primeiro dos dois dias dedicados à comemoração da efeméride.

Ao celebrar o 18.º aniversário pela distinção da UNESCO, o Centro Histórico de Guimarães atingiu a maioridade como Património Cultural da Humanidade. Ao longo do dia decorreram várias iniciativas, com destaque para a sessão no Salão Nobre da Câmara Municipal, onde foi apresentado um vídeo alusivo a esta classificação do património.

“Guimarães não se limitou a entrar na lista do Património Cultural da UNESCO, está muito trabalho feito e reconhecido. Mas, também, há muito trabalho a fazer e é nesse sentido que continuamos a construir o futuro, assente na responsabilidade e na história”, sublinhou a vice-presidente da Câmara Municipal, Adelina Pinto.

O “uso” do património assente nas “pessoas” através da “história” e voltado para a “cultura” foi a ideia-chave que sobressaiu nesta sessão. “Aquilo que o Centro Histórico faz é contar uma história e queremos que continue a contar-nos uma história, das pessoas e do seu uso. Queremos que esta história continue a ser matriz em Guimarães. A data de 13 de dezembro de 2001 foi um ponto de reconhecimento e esta é uma história de continuidade”, vincou Adelina Pinto.

“Este Património está associado à cultura nas suas múltiplas dimensões, ao nível imaterial onde se desenvolvem atividades nos espaços e encontrar outras formas de ser e estar que acrescentam ao património material. Tentamos fazer, na utilização do espaço público, momentos culturais que surpreendem as pessoas e fazem com que sejamos diferentes e construir uma história diferente”, salientou a vice-presidente da Câmara Municipal, responsável pelo pelouro da cultura.

O Vereador Fernando Sá deu conta do “reconhecimento que sempre foi perseguido e passava por manter a cidade em uso, valorizando o seu património e mantendo as pessoas”. O autarca responsável pelo pelouro do Urbanismo evidenciou o “trabalho realizado para que o uso deste património faça sentido para o centro da atividade e que são as pessoas”.

O programa das comemorações do 18.º aniversário da inscrição do Centro Histórico de Guimarães na Lista do Património Cultural da UNESCO contou ainda com uma sessão sobre o “Artesanato” enquanto património imaterial, apresentação do 13º volume da revista de estudos em património cultural – Veduta, o concerto António Victorino d’Almeida (piano) e Ana Maria Pinto (soprano) e a “Corrida pelo Património”.

Este sábado, 14 de dezembro, decorre a inauguração da intervenção urbana “As paragens onde o tempo habita”, às 15h00, no âmbito da Bienal de Ilustração de Guimarães. Segue-se uma visita à exposição “Prémio Nacional BIG 2019”, no Palácio de Vila Flor, orientada por Tiago Manuel, e uma visita em autocarro, às paragens intervencionadas.

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