PELA CIDADE

por WLADIMIR BRITO
Professor de Direito na Universidade do Minho

 

    Voltamos a falar do Parque de Camões, antes que o relógio da torre da Igreja de S. Pedro voltado para a CGD comece a dar horas. Agora, para dizer que temos saldo no parque e bónus à noite só para moradores da zona e do Centro Histórico e de algumas ruas, para quem é gratuito, o que implica um tratamento desigual dos munícipes. Oferta de 30 minutos gratuitos em vez dos 15 concedidos para os outros parques, para enchê-lo a bem ou à borla! Para mais informações sobre os saldos consulte os competentes serviços da CMG e peça o seu cupon. O parque com 429 lugares teria de implicar uma enorme rotação de mais de dois mil carros/dia, caso fosse efectivamente ocupado, mas verifica-se que não se consegue encher o dito, pelo que com saldo talvez se consiga justificar o custo da obra. Acresce que a solução de trânsito que o acesso ao parque reclamou foi um desastre. Em vez de retirar o trânsito do Toural, encaminha-o para aí agora por outra via. Haja Deus!

    Dizem que até inundou com as chuvadas. E depois?! Não se pode oferecer aos utentes lavagem gratuita?

    Vamos esperar por mais algum tempo para ouvirmos o comércio local sobre o aumento do negócio potenciado pelo Parque, uma das razões apresentadas para a sua construção. Já agora, seria interessante saber qual a taxa diária de ocupação efectiva, exceptuando os moradores com direito a dele fazem garagem privativa, com lavagem gratuita nos dias de chuva forte.

    A queda do telhado em amianto do pavilhão das oficinas Municipais em Polvoreira, revela a forma como a CMG age com manifesta desconsideração pelos habitantes. De facto, mesmo que o perigo fosse nulo, sempre se deveria, por respeito às pessoas que ali habitam, dar informações adequadas. Mas, mais grave, é o facto de esse pavilhão ser lavadouro e oficina dos camiões de lixo da VITRUS, o que implica movimento de entradas e saídas desses veículos ao longo do dia, em especial à noite, com o perturbador ruído que produzem. Para além disso, o lixo, mesmo que residual, que transportam produz maus cheiros e a libertação de resíduos convoca ratazanas, com manifesto perigo para a saúde pública. Se o Presidente ou os Vereadores da CMG vivessem no local, seguramente a oficina nunca seria ali instalada, pois é sagrado o sono dos nossos edis, que para si reclamam ambiente salubre e sem ruído, nem perigo para a sua saúde. Pudera! Se assim não fosse poderiam ficar doentes e nós sem amianto, lixo e ruído.

    A propósito do trânsito na cidade, para quando uma via dedicada para as ambulâncias e veículos de emergência médica que se dirigem para o Hospital, por forma a não ficarem presas no trânsito ali na zona do Shopping Center? Faz dó ver o desespero dos condutores desses veículos e pensar no sofrimento dos doentes neles transportados, parados a poucos metros do Hospital. Podem inspirar na via dedicada feita junto ao Hospital de S. João no Porto.

    Finalmente, uma palavra sobre a Igreja de Santa Cristina de Serzedo, cuja degradação é inacei-tável. Visitei essa Igreja durante a campanha eleitoral e pude observar tal degradação. Por se tratar de um património edificado no século XII não podemos perde-lo por desleixo ou incúria das entidades competentes. Cabe à CMG exercer influência junto dessas entidades para rapidamente começarem as obras de recuperação, antes que o relógio da torre da Igreja de S. Pedro voltado para a CGD comece a dar horas.
     

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