Projetos digitais em destaque no Conselho Consultivo

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Domingos Bragança, Presidente da Câmara Municipal, reuniu o Conselho Consultivo para a Economia com o objetivo de apresentar o Plano de Ação do Gabinete de Crise e da Transição Económica e auscultar as opiniões dos empresários sobre o conjunto de ações que, no curto e no médio prazo, serão implementadas.

A sessão decorreu na manhã da passada sexta-feira, 05 de junho, com um modelo misto de participação abriu a possibilidade de participação presencial e através de videoconferência. O Presidente da Câmara contou com a presença protocolar do Professor António Cunha, Presidente Executivo do Gabinete de Crise e da Transição Económica, de Rui Vieira de Castro, Reitor da Universidade do Minho, e de Maria José Fernandes, Presidente do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave.

Em comunicado da autarquia, pode ler-se que, após a abertura efetuada por Domingos Bragança, onde foram lembrados e reforçados os objetivos preconizados para a transição económica que se vê como imperativa, o professor António Cunha apresentou, em traços gerais, o Plano de Ação do Gabinete de Crise e da Transição Económica, um plano que tem como objetivos transformar a crise em oportunidade e ganhar o futuro, projetar e consumar a mudança e promover a transformação digital e os novos modelos de negócio. Esses objetivos serão concretizados através de projetos estratégicos que incidirão na evolução do comércio eletrónico, na oferta de serviços e na ascensão nas cadeias de valor, no auxílio à transformação digital de empresas, produtos e serviços, no reforço da aposta na formação e competências de trabalhadores e empresários e na atração de investimento produtivo de qualidade.

Projetos digitais prestes a serem implementados

A apresentação do projeto da Academia getDigital, a cargo de Alexandre Mendes, por ser uma medida em vias de implementação, mereceu destaque na reunião, segundo a Câmara. O objetivo da criação desta academia de ensino e formação é “reforçar a aposta no capital humano como motor de desenvolvimento empresarial através de uma formação inovadora, para trabalhadores e empresários, que explore a utilização de suportes digitais, o ensino a distância e as parcerias com instituições de prestígio internacional nos domínios do ensino e da aprendizagem informal”. A academia visa “dar resposta à necessidade de desenvolvimento de competências técnicas para a indústria e serviços, não deixando de prestar formação de âmbito mais alargado a diferentes setores da sociedade, como é o caso da literacia digital dos cidadãos, em especial nas camadas da população com maior défice, sem esquecer o público infantil”.

Uma das medidas que Domingos Bragança entende como “decisiva para a transformação económica do tecido empresarial”, e que está prestes a ser iniciada, é a criação de Projetos Colaborativos que envolverão grupos de empresas por áreas, tendo como princípio norteador a transversalidade. Pretende-se com estes grupos colaborativos promover sinergias, cooperação e inovação, lançando caminhos de irreversibilidade que se entendem como fundamentais no processo de transformação em curso.

A esse propósito, o Presidente da Câmara referiu que “as empresas têm de cooperar localmente para terem escala e competirem mundialmente, pelo que a competição interna não deve ser a sua principal preocupação”. Afirma-se, através destes projetos colaborativos, a dimensão internacional que se pretende imprimir à transição económica no território, com particular foco na disseminação de um ambiente propício à inovação, à desmaterialização, aos modos sustentáveis, tudo isso sem perder de vista a centralidade da componente humana. “Queremos ter uma economia que tenha como preocupação central o bem-estar das pessoas e a sua qualidade de vida. A evolução tecnológica deverá ser instrumental para uma futura sociedade mais centrada na resolução dos problemas do ser humano. Para tal, a par da ciência e da tecnologia, não podemos prescindir da arte e da cultura, das ciências sociais, e outras disciplinas no domínio da Humanidades”, reforçou o Presidente da Câmara.

Com uma participação de empresas muito expressiva, este Conselho Consultivo para a Economia marcou uma nova era de desenvolvimento empresarial do território, sendo a primeiro de várias etapas do que virá a constituir-se como uma prática continuada de diálogo e de interação entre as Universidades, Politécnicos, Centros de Investigação e Desenvolvimento e Empresas, vontade e disponibilidade corroboradas pelo Reitor da Universidade do Minho e pela Presidente do IPCA. No final, Domingos Bragança agradeceu a presença de todos e voltou a lembrar que “ninguém será deixado de fora neste processo”.

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