PSD lamenta “estratégia de guetização que tem sido seguida”

O PSD propõe passar para os municípios a gestão das habitações sociais sob administração do IHRU – Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, com o objetivo de “acabar rapidamente com as situações de acentuado estado de degradação e abandono destes edifícios que surgem como focos de marginalização e exclusão social”.

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No âmbito de uma visita aos bairros de Nossa Senhora da Conceição e Emboladoura, em Guimarães, o cabeça de lista dos candidatos do PSD a deputados pelo distrito de Braga, André Coelho Lima, explicou que o modelo proposto no programa de governo social-democrata “garantirá sustentabilidade e capacidade financeira para a revitalização não apenas urbanística, mas sobretudo social e humanista”.

“Trata-se de pôr a tratar e a cuidar destes edifícios quem está próximo das situações e que, também por isso, é quem melhor sabe onde estão os problemas e como pode ajudar”, sustentou André Coelho Lima, referindo-se às câmaras municipais como parceiros privilegiados nas estratégias de valorização social.

Como sublinhou o deputado e líder da candidatura social democrata, a proposta assumida pelo PSD e por Rui Rio constitui “uma medida de descentralização efetiva e a sério, não de palavras ou de boca, como faz o Partido Socialista, numa matéria de grande relevo para a vida das pessoas e das nossas comunidades”.

Relativamente à habitação social, André Coelho Lima lamentou “a estratégia de guetização que tem sido seguida ao longo dos anos”, em detrimento de opções habitacionais mais inclusivas e integradoras das diferentes comunidades no seio da sociedade.

Para o PSD, a situação que Portugal vive, de mais de um quarto da população (26,5%) em pobreza habitacional, representa “uma condição estrutural de pobreza” que urge combater e superar. O programa de governo social democrata assume que “Portugal deve ter a capacidade de definir um sistema nacional sustentável que garanta o acesso à habitação, sem deixar ninguém para trás”.

Para isso, defende políticas públicas de habitação que apoiem “a autonomia e a emancipação não apenas dos jovens e das famílias com baixos rendimentos e carências habitacionais, mas também da classe média”.

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