PSD PEDE “INTERVENÇÃO IMEDIATA” NO EDIFÍCIO DA MIMOSA

O perigo de derrocada tem mantido os moradores do Edifício Mimosa, em Moreira de Cónegos, em sobressalto. Em conferência de imprensa realizada esta manhã no local, o líder do PSD de Guimarães, Bruno Fernandes, deu conta de um problema que considera ser de proteção civil e que precisa de resolução “imediata”.

A acompanhar o processo há dois anos, o PSD de Guimarães lamentou a falta de ação por parte da Câmara Municipal de Guimarães e voltou a insistir numa resolução que evite “uma catástrofe”. “Ao estarmos aqui hoje estamos a demonstrar que não nos esquecemos da situação, porque infelizmente, volvidos que estão dois anos, absolutamente nada foi feito”, começou por afirmar André Coelho Lima. A construção de um muro de proteção irá controlar o perigo, algo que Bruno Fernandes considera ser uma questão de proteção civil. “Entendemos que deve ser feita uma intervenção imediata ao abrigo daquilo que é um problema de proteção civil. Depois a Câmara logo verá se a responsabilidade é do técnico, ou do promotor, ou dos moradores. O que não pode acontecer é esperar que haja uma catástrofe. Deve haver uma ação preventiva. Fica claro que aquando do licenciamento não houve o cuidado de uma vistoria, o cuidado de salvaguardar um muro de proteção destas terras”, explicou.

O PSD de Guimarães considera que a Câmara Municipal de Guimarães tem responsabilidades neste caso, uma vez que houve “negligência naquele que foi o processo de licenciamento”, revelou Bruno Fernandes. “Há uma fase na obra que entendo que é mais difícil explicar como isto passou, que é a fase da emissão das licenças de habitabilidade. Porque sempre que é emitida uma licença de habitabilidade há uma vistoria prévia. Houve frações que foram objeto de vistoria dos serviços técnicos da Câmara Municipal”, acrescentou Monteiro de Castro, vereador do CDS e também engenheiro.

Alguns moradores marcaram igualmente presença nesta conferência de imprensa, dando conta do medo com que vivem todos os dias. “É aterrorizador. Isto já se arrasta há anos e, de cada vez que chove, a gente houve um barulho e fica sobressaltada. Isto arrasta-se e a culpa não é de ninguém, mas a verdade é que a culpa é de alguém. Alguém permitiu que isto se construísse sem uma vistoria”, referiu José Azevedo, que deu voz aos restantes moradores. Segundo explicam, já houve a presença de técnicos no local, que terão orçamentado a obra num valor a rondar os 55/60 mil euros.

Ainda de acordo com a gestão do condomínio, foi enviada uma carta à Câmara Municipal em final de fevereiro, de modo a solicitar novamente a intervenção do município e na tentativa de “recomeçar este processo”.

O presidente da Junta de Freguesia de Moreira de Cónegos, António Brás, dirigiu-se também ao edifício para manifestar o seu apoio, admitindo que ele próprio foi morador no local e vendeu o apartamento pelo receio e falta de segurança.

 

 

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