Restaurantes e cafés das Taipas em protesto contra as medidas do Governo

Os restaurante e cafés das Taipas manifestaram-se na sexta-feira, durante a tarde, no largo da Feira daquela vila. Os proprietários e funcionários destes estabelecimentos estão contra as medidas impostas pelo Governo, que ditam o recolher obrigatório, a partir das 13h00, nos próximos dois fins de semana.

Foto: Rui Dias

Rosa do restaurante S. Pedro lamenta a falta de adesão dos colegas. “Fui a todos os restaurante e cafés, comerciantes, cabeleireiros, se não vieram é porque devem estar bem assim”, comenta perante as poucas pessoas que se juntaram no local e na hora marcada. Estarão pouco mais de vinte pessoas, é difícil avaliar , uma vez que, ao contrário do que é habitual numa manifestação, as pessoas estão dispersas.

“No meu estabelecimento cabem 100 pessoas, só lá meto 30, eu não acho que é nos restaurantes que as pessoas ficam contaminadas. Ao fim de semana é quendo nós podíamos faturar mais um pouco, durante a semana são apenas as diárias, aquilo não leva a lado nenhum”, comenta Rosa com a lágrimas a turvarem-lhe o s olhos.




Rosa está inconformada com a falta dos comerciantes das Taipas à chamada para a manifestação. "Eu o pouco que tinha de lado já tive que ir buscar para pagar aos fornecedores, impostos e empregados", lamenta.

Com a reserva financeira a esgotar-se, Rosa já considera a hipótese de encerrar.

Foto: Rui Dias

Conceição Miranda, proprietária do restaurante Reconco, em Barco, afirma que a quebra de faturação, durante a semana, foi de 80%. "Passei de mais de 100 diárias para 25 diárias. O que nos estava a salvar era o sábado, era com isso que pagava as contas", afirma Conceição.

No restaurante Reconco eram cinco pessoas a trabalhar, neste momento são apenas duas. Conceição Miranda não vê com bons olhos o apoio à quebra de faturação anunciado pelo Governo. "Vai-nos dar 20% de uma faturação que já baixou tanto, isso não me convence", protesta.

Só não pensa em fechar, afirma, porque tem no restaurante a vida toda. "Investi ali mais de 100 mil euros! Quem é que me vai pegar no trespasse daquilo agora?"

Conceição está escandalizada com os colegas que trabalham as horas mais noturnas por não estarem presentes na manifestação.

Os manifestantes queixam-se que "nem uma palavra" da parte da Câmara, ou da Junta. "Hoje de manhã falei com a representante da Junta. Disse-me que não podem fazer nada, que tem pena, mas que é a lei".

Os manifestantes estão especialmente indignados com a "desigualdade", por os hipermercados se manterem abertos depois da 13h00, a vender refeições em take-away. "Então não podem vir comprar ao meu restaurante mas se for ao Continente já podem?" - Questiona Conceição Miranda.

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