R(t) a subir, mas a incidência de casos está a descer

Após uma semana do início do plano de desconfinamento ter permitido o alívio de algumas medidas, os especialistas voltaram a analisar os efeitos das políticas públicas de combate à covid-19.

Os peritos que participaram na reunião do Infarmed afirmaram que o R(t) está a subir desde fevereiro, mas a incidência de casos está a descer, embora provavelmente vá estabilizar nos 60 casos por 100 mil habitantes a 14 dias. Esta incidência é vista maioritariamente na população ativa, nomeadamente na faixa dos 20-30 anos de idade.

André Peralta Santos, da Direção-Geral de Saúde indicou que “para estarmos completamente seguros”, a população com idades compreendidas entre os 40 e os 60 anos deve também estar incluída no plano de vacinação.

Ainda sobre a vacinação, apesar dos atrasos relacionados com a Astrazeneca, Portugal mantém a intenção de atingir 70% de vacinados durante o verão, sendo que ainda é possível, segundo Henrique Gouveia e Melo, concretizar esse número no início da época estival.

Na reunião, os especialistas afirmaram ainda que Portugal tem uma prevalência de 70% de casos relacionados com a variante do Reino Unido. Os dados mais recentes, ainda não totalmente contabilizados, apontam, no entanto, para um nível já superior a 80%.

São números em linha com os restantes países europeus, mas, sublinhou o perito João Paulo Gomes, “é importante o controlo de fronteiras para se continuar a avaliar e controlar os casos e as variantes que entrem em território nacional”.

Marta Temido, ministra da saúde, disse que a situação epidemiológica no resto da Europa, que tem países em contexto “adverso e preocupante” pode apresentar um risco para Portugal.

Quanto às mortes por Covid-19, foi revelado que a taxa de letalidade está nos 2%, quer isto dizer que em cada 100 casos, há dois que são fatais.

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