Rui Rodrigues: “A partir deste momento sou o presidente de todos os vitorianos”
Dois votos. Foi essa a diferença que decidiu as eleições do Vitória SC e colocou Rui Rodrigues na presidência do clube para os próximos anos. O candidato da Lista D, "Conquistar o Futuro", venceu o ato eleitoral realizado este sábado, 13 de junho, somando 2.028 votos, mais dois do que Viriato Sampaio, da Lista C, que reuniu 2.026 preferências.

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Rui Rodrigues emerge como o novo líder dos destinos vitorianos, sucedendo a António Miguel Cardoso e assumindo a responsabilidade de conduzir um dos períodos mais exigentes da história recente do clube.
“A primeira mensagem é de agradecimento”
Depois de confirmada a vitória, no Largo do Toural, Rui Rodrigues dirigiu-se aos associados com uma mensagem de gratidão e esperança. “A primeira mensagem é de agradecimento. Agradecer a todos os associados que compareceram em massa neste dia importante para o Vitória. E depois também dar-lhes uma esperança de que o futuro vai acontecer. Temos futuro e estamos aqui para conquistá-lo dentro daquilo que foi o nosso programa apresentado a eles durante este mês”, afirmou.
O novo presidente reconheceu o carácter histórico do resultado e a intensidade da disputa eleitoral. “Eu tinha a noção de que, com quatro listas e quatro grandes vitorianos, ia ser uma jornada muito taco-a-taco. Com dois votos se ganham, com dois votos se perdem.”

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Apesar da forte divisão do eleitorado, Rui Rodrigues insistiu na necessidade de unir o universo vitoriano após o encerramento do processo eleitoral. “O mais importante é que o Vitória se una. É a única forma de ter essa agregação e de efetivamente conquistarmos o futuro. A partir deste momento sou o presidente de todos os vitorianos.”
Questionado sobre um eventual pedido de recontagem por parte da Lista C, preferiu não alimentar polémicas. “Não faço ideia. Não tenho comentários a fazer.”
A união como primeira prioridade
Durante a campanha, Rui Rodrigues apresentou um programa assente em três pilares fundamentais: a aproximação aos sócios, a estabilidade financeira e a competitividade desportiva.
Nas primeiras declarações após a vitória, voltou a colocar a “humanização” do clube no centro da sua ação. “Uma das grandes bandeiras da nossa candidatura tem a ver com a humanização, com a agregação e com a união de todos os sócios. Essa é uma responsabilidade do presidente e da liderança.”

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O novo dirigente entende que o resultado apertado não altera a sua visão para o clube. “Se eu ganhasse com 90% e no dia seguinte não tivesse uma boa comunicação com os sócios, não tivesse uma aproximação e não preconizasse a agregação, evidentemente que também poderia ter problemas.”
A ligação aos associados, aos empresários e às instituições da região foi uma das marcas da candidatura e deverá ser uma das primeiras áreas de intervenção da nova direção.
A questão financeira e o futuro desportivo
Outro dos temas centrais da campanha foi a situação financeira do clube e da SAD, nomeadamente a necessidade de resolver compromissos financeiros de curto prazo.
“A questão financeira está em curso e prevemos que essa questão do passivo de curto prazo, dos cerca de 20 milhões de euros que muito se falou durante esta campanha, esteja prestes a ser resolvida”, garantiu.
No plano desportivo, Rui Rodrigues apelou à prudência e recusou fazer anúncios imediatos sobre a próxima época.
Questionado sobre a continuidade de Gil Lameiras no comando técnico, limitou-se a afirmar que haverá conversas nos próximos dias, sem confirmar qualquer decisão. “Temos de começar a tratar da época e evidentemente teremos uma conversa com o Gil Lameiras.”
Sobre os objetivos desportivos, preferiu falar de cultura de exigência em vez de metas classificativas. “O nosso compromisso será sempre o trabalho diário, a dedicação e a exigência. Queremos chegar ao fim de semana e jogar todos os jogos para vencer.”
A equipa que vai liderar o Vitória
Rui Rodrigues apresentou-se a eleições com uma equipa que combina experiência nos órgãos sociais do clube com novos elementos ligados ao tecido empresarial e associativo vimaranense.
Na Direção, será acompanhado pelos vice-presidentes Ricardo Teixeira Freitas, João Nuno Pacheco, Silvério Alves e Célia Magalhães.
A Mesa da Assembleia Geral será liderada por Luís Filipe de Almeida e Silva, enquanto o Conselho Fiscal terá como presidente Rui Filipe de Castro Dias. O Conselho de Jurisdição ficará sob a presidência de Ana Margarida da Costa Teixeira.

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Durante a campanha, um dos anúncios que mais impacto gerou entre os associados foi a indicação do antigo internacional português Fernando Meira para assumir funções de diretor desportivo.
Um novo ciclo
Com o lema “Conquistar o Futuro”, Rui Rodrigues apresentou uma candidatura assente na estabilidade, na sustentabilidade financeira e na ambição desportiva. Agora, depois de uma eleição decidida por apenas dois votos, inicia um novo ciclo na liderança do Vitória SC.
O desafio imediato será transformar uma vitória mínima numa base de união para um universo associativo que se mostrou dividido nas urnas, mas que continua unido pelo mesmo objetivo: ver o Vitória crescer dentro e fora de campo.
A diferença mínima entre os dois candidatos mais votados poderá, no entanto, levar a novos desenvolvimentos. A candidatura de Viriato Sampaio deverá solicitar a recontagem dos votos, tendo também pedido o selamento das urnas pela Polícia de Segurança Pública (PSP), como forma de garantir a preservação de todo o processo eleitoral até uma eventual nova verificação.





