Sábado é dia de decisões no PS de Braga

Sábado, dia 18 de julho, o Partido Socialista de Braga vai a votos. A decisão é entre Ricardo Costa, 45 anos, vereador da Câmara de Guimarães e Joaquim Barreto, 69 anos, antigo presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, atual presidentes da distrital e deputado à Assembleia da República.

Joaquim Barreto termina a campanha ao ataque, acusando o adversário de “deslealdade e traição” e de não ter palavra. As acusações surgem numa entrevista publicada pelo jornal “O Minho”, no passado dia 15 de junho.

O PS tem atualmente apenas quatro câmara no distrito de Braga, metade das que tinha antes das eleições de 2017. Relativamente a esta quebra da força do PS no distrito, de que é acusado por Ricardo Fernandes, Joaquim Barreto afirma que o mesmo “aconteceu em Viana do Castelo, não só em Braga, por força da conjuntura que se estabeleceu localmente no Minho, mas esperamos que em 2021 os resultados sejam outros”.

Este não é o primeiro episódio de agressividade verbal entre as duas candidaturas. Numa entrevista ao Mais Guimarães, no programa “Em casa à conversa”, publicada na edição de 03 de junho, António Magalhães, apoiante de Ricardo Costa, afirmava: “o engenheiro Barreto já não tem as capacidades, as competências que caracterizam um candidato que imponha o distrito de Braga ao nível daquilo que é a sua importância”. E apresentava Ricardo Costa como o protagonista de uma nova geração, “um jovem preparado, com condições para levar à prática um projeto para o distrito”. António Magalhães, um velho conhecedor dos meandros do partido, rematava dizendo: “penso que ele [Ricardo Costa] tem condições para ganhar, se isso não acontecer pode ser por truques de secretaria”.

Em resposta a estas palavras, Joaquim Barreto acusou António Magalhães de “tiques autocráticos” e de conviver mal com a democracia.

Joaquim Barreto conta entre os seus apoiantes com Domingos Bragança que, quando instado a insurgir-se contra estas palavras, dirigidas a um ex-presidente da Câmara de Guimarães, pelos vereadores do PSD, durante a reunião de Câmara, limitou-se a dizer que “António Magalhães sabe defender-se”.

Ricardo Costa tem-se mantido um pouco afastado deste discurso mais inflamado. O candidato repisa o fato de o PS já ter sido poder em nove dos 14 concelhos da Distrital e de agora isso só acontecer em quatro. Esta é, na sua opinião, razão bastante para uma mudança. Ricardo Costa lembra que em dois concelhos, foi a Direção Nacional que impôs os candidatos, se não tivesse sido dessa forma, “se calhar, tínhamos apenas duas” Câmaras.

Além do apoio do presidente da Câmara de Guimarães, Joaquim Barreto tem também do seu lado o presidente da Concelhia do PS de Guimarães, Luís Soares. Um posicionamento incompreensível para António Magalhães que não entende como é que entre um candidato de fora do concelho e Ricardo Costa estes socialistas vimaranenses possam fazer esta opção.

Ao nível das concelhias, Ricardo Costa tem ao seu lado Vila Verde, Barcelos e Vila Nova de Famalicão, ao passo que Joaquim Barreto reúne o apoio das restantes 11. Ao Mais Guimarães, um importante militante socialista, habituado a contar espingardas em muitas destas lutas no passado, afirma que esta divisão, aparentemente favorável a Barreto, não é significativa e aponta para “um resultado muito equilibrado”.

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