Setembro: mês de Inquietações

Por Eliseu Sampaio.

Guimarães chega a setembro com 944 casos de pessoas infetadas pela Covid-19, segundo os dados fornecidos pelo Aces do Alto Ave. Nos últimos quatro dias surgiram 51 novos casos. Também o número de pessoas em vigilância ativa aumentou, naturalmente, dos 119 de há quatro dias para as agora 202.

Sabíamos, de antemão, que o final das férias poderia trazer-nos alguns dissabores, mesmo assim, tentamos manter algumas rotinas de modo a seguirmos as nossas vidas dentro de alguma normalidade, a que consideramos possível.

Assim, fomos de férias e espalhamo-nos pelo país. Estivemos naturalmente em Vila de Conde e na Póvoa de Varzim, a praias de sempre dos vimaranenses, mas onde os casos cresceram exponencialmente em agosto. Muitos de nós foram também ao Algarve e também aí se bateram alguns recordes nos últimos dias do mês. Tal como nós vimaranenses, os portugueses movimentaram-se cá dentro e receberam os seus emigrantes como antes, ou quase, diga-se. Os números deste início de setembro são já preocupantes e começam a demonstrar consequências destas movimentações.

Mas setembro traz outras inquietações. As nossas crianças e jovens vão regressar às escolas, agora em modo presencial. E, apesar de todos os cuidados que se possam adotar há riscos, como podemos verificar em exemplos oriundos de outros países europeus.

Setembro é também, culturalmente, um mês de encerramento de algumas empresas, que não reabrem após o período de férias. Embora não tenhamos números que sustentem isto, contamos já os dos inscritos nos centros de emprego que aumentaram 30% relativamente a 2019, um número que vai continuar a crescer.

Setembro é um mês importante para percebermos melhor os próximos tempos, o que nos espera, e que impacto esta pandemia terá nas nossas vidas.

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