Souto Santa Maria: Ribeira corre tingida de branco

Ao longo dos últimos dias a ribeira de Ribeiral, em Souto Santa Maria, corre branca, como se fosse leite. A situação aconteceu na sexta-feira, dia 11 de dezembro, repetiu-se no domingo, dia 13, e a ribeira continuava com uma cor turva, na segunda-feira, dia 14.

Segundo Sofia, proprietária de um café no centro da freguesia, junto
à igreja, mesmo ao lado do leito da ribeira, “é sempre assim quando está mau tempo, aproveitam a chuva para fazer as descargas”. Ainda de acordo com esta moradora da freguesia, “acontece mais ao fim de semana”.

Sofia afirma que onde a situação é mais óbvia “é na zona dos moinhos, onde se formam umas poças e a água fica mais parada”. Esta moradora da freguesia tirou fotografias e já apresentou a situação à Junta de Freguesia.




O presidente da Junta, Manuel Fernando Cardoso, afirma-se familiarizado com a situação. De acordo com o seu testemunho, o problema é antigo e já foi reportado às autoridades em várias ocasiões. O presidente da Junta não tem dúvidas sobre a origem da poluição da ribeira. “Ali para cima só há uma pedreira, não há mais nenhuma. Isto é poluição da pedreira, disso não há nenhuma dúvida”, afirma perentório.

Manuel Cardoso diz mesmo que noutra ocasião, em que a ribeira se apresentava nas mesmas condições, seguiu o leito, de jusante para montante, até chegar à origem da poluição e não tem dúvidas sobre onde está o ponto de origem.

O autarca queixa-se da inoperância das autoridades, “que já foram avisadas várias vezes, por telefone”. Na falta de resposta por parte da GNR e com situação a manter-se o presidente afirma ter feito uma queixa por escrito ao SEPNA, do Destacamento da GNR de São Torcato. “Desta última vez queixamo-nos também à Câmara, porque isto está a durar muitos dias seguidos”.

Manuel Cardoso mostra-se desesperado, uma vez que chegou a ter contatos com a administração da empresa, mas nada foi resolvido e, agora, a situação tende a agravar- se.

A GNR confirma que esteve no local na sexta-feira e que tem uma suspeita sobre a origem da água poluída, mas afirma que é prematuro dizer que é uma descarga, “pode ser uma escorrência”. Sobre o histórico de queixas e
relativamente a autos que possam ter sido levantados a GNR não conseguiu, em tempo útil, dar informação sobre o assunto.

A Câmara Municipal reconhece que está a par do assunto e informa que está a trabalhar em articulação com o SEPNA da GNR. A administração da única pedreira que existe a montante do local, a Britaminho, não prestou declarações sobre o sucedido.

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