TELETRABALHO, SERVIÇOS MÍNIMOS E PREVENÇÃO. O PLANO DA AUTARQUIA EM TEMPOS DE COVID-19

A Câmara de Guimarães já tem definidos quais serão os serviços mínimos caso tenha de encerrar, irá implementar o teletrabalho e garantir refeições às crianças com escalão A do pré-escolar e primeiro ciclo.

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“Guimarães está a viver estes tempos com serenidade, mas com o receio e a responsabilidade que precisamos de ter nestes casos”, começou por descrever a vice-presidente do município de Guimarães, Adelina Paula Pinto, ao Mais Guimarães.

Adelina Paula Pinto explicou que a autarquia se rege pelo atual Plano de Contingência, que “é um plano que está em constante atualização”. “Fomos fechando equipamentos e cancelando eventos. Acho que foi uma medida muito importante para evitar a concentração de pessoas em eventos que estavam já anunciados. Foi uma medida com alguma eficácia”, admitiu.

A autarquia tem vindo a apelar igualmente aos munícipes para se deslocarem apenas por questões de emergência aos balcões de atendimento da autarquia. “Temos vindo a pedir e temos vindo conseguir, porque tem vindo a diminuir o número de pessoas que se deslocam cá, embora não da forma que gostávamos que fosse. Fomos reduzindo, apesar de nos primeiros dias não ter sido fácil”, confessou a vereadora.

Para a próxima segunda-feira há já “vários planos desenhados”. “Vamos ver como vai ser a evolução do fim de semana e segunda-feira tomaremos as necessárias medidas”, antecipou.

Serviços Mínimos no Município

A autarquia está igualmente a definir a implementação do teletrabalho. “Temos de ter serviços que têm que obrigatoriamente que estar ativos, seja qual for o caminho desta pandemia nos próximos dias e próximas semanas. Fomos salvaguardando a questão do teletrabalho. Todas as pessoas que possam trabalhar em casa estão salvaguardadas com isso, até para se manterem ativas e manterem os serviços a funcionar”, descreve a vice-presidente.

A autarquia tem já igualmente definido um plano de serviços mínimos, que define quais são os serviços que, numa situação em que a autarquia tiver de fechar, terão de ser garantidos à população. “Esses serviços já estão definidos e todo um planeamento de pessoal para que possamos assegurar nas próximas semanas. Isso está garantido com várias equipas que rotativamente se vão substituindo”, nomeadamente os serviços de limpeza e ação social.

Estão também já identificadas as pessoas que precisam de ficar em casa com os filhos. “Temos já o plano da sua substituição. Há casos em que são mais graves e outros menos graves. Há casos que obriga a algumas alterações funcionais que estão a ser feitas. São cerca de 30 pessoas. Tivemos o cuidado de, quando um dos pais é dos serviços mínimos, fazemos que sejam outro pai a ficar em casa”, explica.

Uma das preocupações da autarquia prende-se com a divisão de ação social, que tem um trabalho próximo com as populações vulneráveis. Sendo que por esta altura “as populações vulneráveis ficam ainda mais vulneráveis, vão continuar a ser acompanhadas”. “Isto vai obrigar a um reforço de proteção dos técnicos e vai obrigar a algumas medidas de contenção, garantindo que estas populações não ficam sem resposta”, apontou.

Adelina Paula Pinto garante que a Câmara de Guimarães tem mantido contacto com os serviços de saúde e está a acompanhar todas as entidades que têm pedido ajuda e que têm chegado à autarquia “com muitas dúvidas e questões”. “Estamos a preparar-nos, a criar uma rede de contactos. Este pensar coletivo para o bem comum para conseguirmos sair da melhor maneira possível desta situação”, defende. Além disso, com o estado de alerta que foi decretado, há equipas no terreno e na rua a garantir que as medidas são cumpridas, apontou.

Autarquia garante refeições às crianças sem escola

O Governo definiu que as crianças com escalão A terão direito às refeições. No caso do pré-escolar e do primeiro ciclo, que são da responsabilidade do município, a Câmara está a estudar a forma de entrega das refeições, evitando que as crianças tenham de ir a escola. “Estamos a estudar fazer alguma entrega ou os miúdos ou os pais virem buscar as refeições”, explicou.

A vice-presidente recordou, no entanto, que existem muitas crianças que não têm escalão A e “vão estar em situação de vulnerabilidade ou que já estão”. “Isto acontece todos os dias. Faz parte da vida normal da Câmara de Guimarães, meninos que não tem escalão A e que, de repente, por força de divórcio do pais ou desemprego, têm necessidade de ter alimentação gratuita. É uma situação que vai agravar-se”, lamentou. Nesse sentido, apelou a que, caso algum vimaranense saiba de alguma situação que não esteja sinalizada, que contacte os serviços da Câmara via telefone.

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