Tempo Livre teve quebra de receitas superior a um milhão de euros

“Avassalador”. É desta forma que Amadeu Portilha adjetiva o “desastre” económico e desportivo que resulta da pandemia covid-19. Ainda assim, a Tempo Livre findou o ano de 2020 com um resultado líquido de exercício positivo.

A pandemia provocou uma quebra superior a um milhão de euros para a Tempo Livre. Do Complexo Municipal de Piscinas, em Candoso, até ao Pavilhão Multiusos (onde foram cancelados três dezenas de eventos), passando por todos os equipamentos desportivos sob a alçada da régie-cooperativa vimaranense, todos foram severamente afetados. “Um verdadeiro pesadelo”, afirma Amadeu Portilha, presidente da direção da Tempo Livre, na entrevista concedida ao Mais Guimarães e publicada na última edição do jornal digital.




Ainda assim, o ano de 2020 acabou por findar com um resultado positivo. “O forte apoio da Câmara Municipal, uma gestão muita rigorosa dos recursos que foram disponibilizados às empresas pelo Governo, a negociação com fornecedores de serviços externos, que nos permitiram cancelar ou mesmo suspender serviços e fornecimentos, tudo isso foi utilizado no sentido de garantir contas equilibradas no final do ano”. Foi desta forma que a Tempo Livre contornou a crise, segundo explica Amadeu Portilha.

“Se todos deixarem de pagar, entramos num círculo vicioso”

2020 foi ano de reduzir dívida a fornecedores, graças a um esforço suplementar na cobrança de créditos. “Sentimos essa forte necessidade de cumprir com os nossos fornecedores, pois se todos deixarem de pagar, entramos num círculo vicioso de consequências muito negativas. Mas não deve haver nenhuma empresa que tenha conseguido passar por esta pandemia sem que o equilíbrio das suas contas tenha sido afetado ou condicionado. Sobreviver já é um milagre para muitos. Principalmente neste setor do desporto, que foi fortemente afetado por esta pandemia sem fim”, conclui o presidente da direção da Tempo Livre.

Apoio da autarquia foi “incondicional”

Amadeu Portilha garante que, desde o primeiro momento, sentiu um apoio “incondicional” por parte da Câmara Municipal de Guimarães. Importa lembrar que, além de manter as transferências de verbas previstas antes da pandemia, o município aumentou ainda o apoio à régie-cooperativa em 632 mil euros.

Amadeu Portilha argumenta que o desporto, tal como o ensino, a educação e a cultura, são de “incontestável a sua importância para a nossa qualidade de vida, para a nossa saúde, para o nosso bem-estar” e que “a gestão de instalações e projetos desportivos municipais, pela política de preços sociais praticados, com o objetivo de democratizar e generalizar o acesso ao desporto ou à prática desportiva regular, será sempre deficitária”.

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